ANTÓNIO EUGÉNIO

A correctora e mediadora imobiliária Proimóveis alcançou um volume de negócios de USD 81 milhões até Novembro de 2009 com a comercialização de 366 imóveis na cidade de Luanda.

Este valor resultou da negociação directa de venda de residências e escritórios dos projectos Ginga Cristina, Ginga Shopping, Welwitschia, Torres do Carmo, Quedas de Kalandula, Spazio Talatona, The One, Copacabana, Quintas do Rio Bengo e Avenca Plaza. Todos os imóveis localizados na cidade de Luanda.

De acordo com o director da Proimóveis, Cleber Corrêa, embora 2009 tenha sido “ano sofrido”, houve evolução e a expectativa da empresa para o próximo ano é ainda melhor. Em 2010, a promotora vai vender apartamentos de dois e três quartos em três edifícios já construídos no bairro da Cuca, no município do Cazenga, bem como pretende vender um ambicioso projecto de loteamento em Cacuaco, com lotes infra estruturados, a preços populares.

Está também previsto o lançamento em Viana de um empreendimento habitacional, a preços médios, além de outros empreendimentos no centro de Luanda e na cidade do Lobito. Os projectos ainda não foram baptizados.

“O mercado imobiliário acompanhará o crescimento do país, cujos indicadores são bastante animadores para as mediadoras”, afirma Cléber Corrêa.

O gestor acredita que os preços dos imóveis, actualmente bastante altos, baixarão no próximo ano devido à oferta no sector, que aumentará face ao projecto do governo de construção de um milhão de casas. “Apesar desta previsão, acredito que este processo será registado de maneira gradual e vagarosa. Por mais que o número de imóveis esteja a aumentar em Luanda e em Angola, há ainda muita demanda para ser suprida”.

“Há muita falta de imóveis, sobretudo os de menor tamanho, e em zonas próximas do casco urbano, ou no casco urbano. Nestas zonas, os imóveis terão muita saída”, acrescenta Cléber Corrêa.

Ainda assim, por mais que se aumente a oferta de imóveis, alguns factores impedem uma redução imediata dos preços. “O atraso no processo de regularização dos terrenos, a morosidade na aprovação dos projectos, a falta de mais zonas infra estruturadas e a fraca produção interna do material de construção contribuem para o custo elevado de casas”, justifica.

Segundo Corrêa, há uma tendência de que muitos clientes (empresas) abandonem algumas casas grandes e luxuosas no centro da cidade, devido ao alto custo dos imóveis. “Já não se pode chamar de periferia regiões como Morro Bento, Talatona, Benfica e parte de Viana. Novos pólos urbanos vão surgindo, o que é muito bom para o desenvolvimento de infra-estruturas. Luanda está a descentralizar-se, prova disso é já a grande tendência das empresas em sair do casco urbano”, sintetiza.