O secretário de Estado da Economia e Planeamento, Sérgio Santos, lançou esta semana, à Câmara de Comércio e Indústria de Angola (CCIA), o desafio de associar-se à Global Standard One (GS1) para a criação de um código de barras nacional. Em 2014, com a implementação do programa “Feito em Angola”, o Ministério da Economia submeteu ao GS1 (Global Standard) - Sistema de Normas Globais de Identificação e Codificação de Bens e Serviços mais utilizado no mundo, o processo de criação do código, mas a instituição sedeada em Bruxelas fez exigências que o país ainda não cumpriu. Além de um mínimo de 500 assinaturas de operadores e produtores económicos, a GS1 obriga à criação de um órgão de raíz, sem a “mão visível do Estado”. Esse repto foi lançado durante a assembleia-geral extraordinária para eleição dos órgãos sociais da CCIA, onde o responsável salientou que o país vai entrar definitivamente para uma nova circunstância em que a produção nacional vai aumentar urgindo a necessidade dos produtos nacionais precisarem de ser identificados correctamente. Sérgio Santos afirmou que o país não tem e não depende do Executivo, um código de barra nacional, porque o GS1 é uma associação não governamental, sem fins lucrativos e deve ser representada por associações. A respeito do ano 2020, o secretário de Estado disse que existem metas, de até Março se fazer um esforço para resolver as várias questões que entravam o ambiente de negócio, como o problema dos vistos, fiscalizações, a letargia e a demora dos serviços. Durante o evento, tomaram posse Vicente Soares como presidente da CCIA, e para vice-presidências a Associação das Indústrias de Bebidas de Angola (AIBA) e Cofangol, ambas com funções de primeiro e segundo, vice-presidentes, respectivamente. Vicente Soares reafirmou, na cerimónia, a pretensão de reforçar a capacidade institucional reformulando os estatutos da câmara aprimorando os aspectos ligados à organização e actualizando o seu estatuto de forma a adequá-lo ao novo contexto do país. O código de barras foram criado para auxiliar os mercados a aumentar a velocidade do processo de verificação na entrada e saída de produtos e é utilizado em diversas áreas, desde a indústria, ao comércio e serviços. Geralmente, os códigos de barras se apresentam ao consumidor de duas maneiras: podem estar impressos directo nas embalagens ou inseridos posteriormente, como ocorre em algumas
embalagens plásticas.