O sector do Comercio Hotelaria e Turismo na província do Cunene teve um desempenho positivo no que tange a arrecadação de receitas em 2016, ao alcançar 4,4 milhões de kwanzas.
Dos valores arrecadados 2,7 milhões de kwanzas são provenientes da hotelaria 1,1 dos emolumentos de emissão de alvarás no ramo do comércio e 541,4 mil kwanzas do pagamento de multas por infracções.
De acordo com o director provincial do Comercio Hotelaria e Turismo, Gabriel Hikimote, a par da arrecadação de receitas foram aplicadas multas à estabelecimentos comerciais, hotéis, restaurantes e unidades similares por cometimento de infracções num total de 4,4 milhões de kwanzas, dos quais apenas foram pagos 541 mil 480 kwanzas.
Em relação ao funcionamento do sector que dirige, Gabriel Hikimote lembrou que durante o ano de 2016, especial atenção foi dedicada a reorganização e regulação do funcionamento das unidades comerciais e hoteleiras existentes na província isto no âmbito do novo paradigma comercial e das actividades hoteleiras.
Por isso, considerou o ano de 2016 positivo, não-obstante as dificuldades constatadas como resultado da conjuntura actual do país, num momento em que o empresariado local também enfrenta dificuldades de ordem financeira, as quais influenciaram negativamente no abastecimento de bens de primeira necessidade às populações.
A este respeito, o director provincial, disse que esforços estão a ser feitos junto dos bancos para que os empresários do ramo do comércio possam ter facilidades na aquisição de divisas que lhes permitam adquirir bens a partir do exterior do país.
Gabriel Hikimote referiu por outro lado que perante a crise financeira vivida, grande parte dos empresários do ramo do comércio foi obrigada a abandonar a actividade e outros negócios no ramo da agricultura e agro-pecuária.
Como consequência, alguns destes empresários tiveram de estabelecer parcerias com congéneres estrangeiras que actuam na região. Outros tiveram de vender os seus estabelecimentos.
Esclareceu por outro que neste momento, no que se refere as capacidades financeiras, muitos empresários se encontram completamente fragilizados e descapitalizados, muitos dos quais a precisarem de incentivos para se recuperar do choque
devido a perca dos negócios.
Daí o seu apelo às instituições bancárias locais no sentido de proporcionarem facilidades aos empresários nacionais
no que se refere aos créditos.
Por isso, Gabriel Hikimote defende a necessidade de se prestar maior atenção aos empresários locais em relação a benefícios fiscais nas importações, porque apesar das dificuldades financeiras vividas, estes têm feito esforços enormes para levar os bens de primeira necessidade às áreas recônditas da província.
Quanto aos estabelecimentos comerciais existentes na província, Gabriel Hikimote ressaltou que após o término do processo de emissão de alvará do sistema online que decorreu somente em 2016, foi concluído que existem na região mais de 800 unidades empresariais, contra os 163 estabelecimentos comerciais existentes em 2015.
Segundo o responsável, em 2016, houve uma explosão no número de estabelecimentos comerciais no Cunene, por iss, das 800 empresas registadas 350 já funcionam dentro do sistema one-line de alvarás legalizados.