As empresas que actuam na área diamantífera assinaram recentemente, no Luena, província do Moxico, um protocolo de concessão de crédito designado “empreendedor na comunidade”, detinados às províncias da Lunda Norte, Lunda Sul e Moxico. O programa visa alavancar iniciativas empreendedoras na comunidade para o combate à fome e redução da pobreza.
O montante está estipulado entre 1.000 e 20.000 dólares sob responsabilidade do Banco Sol, que fixou um período de 36 meses (3 anos) para o reembolso. O financiamento destina-se ao investimento, desenvolvimento pessoal e à promoção da inclusão social.
Na ocasião da assinatura do protocolo, o secretário de Estado para os Recursos Minerais, Jânio da Rosa Correia Victória, considerou que o sector financeiro desempenha um papel preponderante para o desenvolvimento na actividade económica, por via do apoio à classe empreendedora e empresarial.
Jânio da Rosa disse ainda, que em conformidade com as regras da transparência e de boa gestão, o protocolo ora assinado, permitirá a materialização de vários projectos viáveis susceptíveis de gerar bens e serviços, para satisfação das comunidades, bem como o retorno do capital investido dentro dos prazos.
“Estamos certos que as mulheres e homens desta região histórica do país saberão transformar as oportunidades em negócios que bem geridos poderão resultar em mais rendimentos e geração de novos empregos”, anuiu.
Segundo ele, o acto representa o compromisso e o engajamento do Executivo e parceiros sociais no apoio à concretização dos vários instrumentos que buscam o desenvolvimento social do país, o qual está alinhado ao programa integrado de desenvolvimento local e combate à pobreza.
Já o governador da província do Moxico, Gonçalves Manuel Muandumba, agradeceu a iniciativa e afirmou que o plano enquadra-se nos esforços da diversificação da economia e, consequentemente, de criação de emprego para os jovens.
“Acreditamos que o sucesso do programa vai depender da implementação de todos os mecanismos de controlo e monitorização e prestação de contas”, afirmou.
Fez ainda apelo aos primeiros beneficiários no sentido de honrarem os compromissos para que o sucesso destes possa motivar a continuidade do programa por parte da instituição financeira e das empresas diamantíferas que sustentam este programa.
Gonçalves Muandumba espera, de igual modo, que a implementação do programa “empreendedor na comunidade” tenha uma aplicação imediata, e que os resultados sejam os mais esperados para o sucesso dos jovens no combate à fome e à pobreza e promoção do auto-emprego.
O presidente da Conselho de Administração do Banco Sol, Coutinho Nobre Miguel disse, que a instituição existe há 17 anos na banca comercial e este é um dos eixos estratégicos da sua existência no mercado nacional.
Lembrou ser vocação do banco a redução significativa da pobreza, o combate à fome e ao desemprego factores fundamentais para o desenvolvimento sustentável.
“Não haverá crescimento económico, desenvolvimento, nem diversificação da economia se não reduzirmos a pobreza, combatermos a fome e reduzir-se o desemprego”, frisou Coutinho Nobre Miguel.
O bancário garantiu ainda que o Sol surge como parceiro do Executivo na estratégia de fomento, promoção e consolidação empresarial, destacando-se deste modo no apoio ao empreendedorism nas comunidades, sendo este um instrumento útil para a criação de uma sociedade cada vez mais justa e próspera.
“O Banco Sol necessita dos jovens empreendedores com confiança para tornarem o projecto exequível e que assegure a satisfação de todos
os participantes”, pediu.
Pelas empresas diamantíferas falou Benedito Manuel, director-geral da Socieidade Mineira de Catoca, para quem é importante tornar claro que o projecto não visa oferecer o dinheiro, mas aplicá-lo para geração de riqueza e maiores progressos na estratégia de combate à pobreza.
“Falhamos muitas vezes porque fizemos programas bonitos, mas o problema está no acompanhamento de maneira a evitarem-se os desvios”, concluiu.