SOLANGE DA SILVA

O crescimento económico que o país tem estado a registar nos últimos cinco anos, tem incentivado as empresas que operam em Luanda, a expandirem os seus negócios em todo o território nacional e a diversificarem cada vez mais as suas actividades e produtos. A exemplo de muitas, a CROF, empresa vocacionada à venda de equipamentos de cozinhas industriais, panificação e restaurante, pretende facturar este ano mais de USD 2,5 milhões, feito que será alcançado através da abertura de novas lojas em algumas províncias do país, a começar por Benguela, Huíla e Malanje, onde a empresa pretende incrementar a sua actividade.

Em entrevista ao JE, o director administrativo da empresa, Mário Rocha disse que apesar da instituição ser nova no mercado angolano, a sua meta este ano será estender os serviços da instituição às províncias de formas a ampliar o volume de negócios e diferenciar-se no mercado nacional, agregando valor aos produtos e serviços da organização que gere. “ Temos estado a levar a cabo uma série de estudos que nos levam a concluir que teremos sucessos nestas localidades”, revelou.

Mário Rocha adiantou igualmente que num futuro próximo, as máquinas destinadas às padarias, pastelarias e restaurantes, que são fabricadas e montadas na Europa, poderão doravante ser montada em Angola. “ Estamos a criar condições para que isso possa ser possível. Neste momento, temos já um espaço e pensamos instalar no local duas naves para às primeiras montagens no país. A empresa estabeleceu como metas para 2010, a implementação destas em Luanda, para atender a actual demanda do mercado”, garantiu.

Segundo o gestor, o mercado angolano tem se revelado muito concorrencial e competitivo nos últimos anos, considerando que o país precisa de investimentos em vários domínios, sobretudo na periferia das cidades, onde as probabilidade de se encontrar uma padaria, pastelaria ou restaurante nos bairros periféricos é cada vez mais elevada, razão pela qual a empresa aposta seriamente neste negócio.

De acordo com dados apresentados pelo responsável, as máquinas industriais têm tido muita saída no país e constituem uma fonte de grande rentabilidade para muitas famílias, principalmente em Luanda. “ O mercado angolano tem se revelado bastante promissor neste aspecto. Este ano, o negócio está a aumentar significativamente as receitas da empresa, visto que não fomos afectados pela crise económica, que Angola felizmente reagiu bem aos efeitos da crise. Isto deixa-nos confortável”, reconheceu.

Ramo de actividade

A CROF é uma empresa de direito angolana, constituída em 2007. Com sede em Viana, a firma iniciou a sua actividade como uma pequena empresa. Hoje é uma das maiores revendedoras das marcas Resende, Ramalhos e Jimpy, todas de origem portuguesa. A marca Ramalhos, por exemplo, com mais saída no mercado europeu detém uma quota de cerca de 80% do mercado português. Desde cedo, ela tornou-se uma das principais construtoras europeias do sector, o que lhe permite exportar as marcas para países como Espanha, França, Inglaterra, Suíça, Suécia, Roménia, Grécia, Canadá, EUA e Polónia. No mercado Angola, a empresa tem representação em Luanda o que lhe tem permitido realizar vendas sistemáticas em todo país e desenvolver esforços para adaptação das marcas às especificidades do mercado angolano.

Produtos e preços

A CROF comercializa no mercado nacional produtos como amassadeira espiral, forno anelar, refrigeradores de água, divisora manual, fornos rotativos, vincadora especial, queimadores e terminal de cozedura. A amassadeira custa um milhão e 948 mil kwanzas. Já um forno anelar está a ser comercializado a kz 5.771 milhões, no caso de um forno com 18 metros. Ao passo que os refrigeradores estão cotados em cerca de kz 641 mil. A divisora manual de 30 unidades super extra está a ser comercializada a kz 835 mil. Uma vincadora custa perto de um milhão e 155 mil kwanzas e o queimador sai a kz 362.880 mil.

Além da uniformização que existe entre eles, os fornos são rentáveis para médias e grandes produções, podendo esta funcionar quer com gasóleo e gás, como a lenha. Já a amassadeira está revestida de uma tina e um garfo em aço inoxidável, duas velocidades de rotação, temporização opcional, grelha de protecção e um painel de controlo de baixa tensão (24v) e uma capacidade que vai de 50 a 200 quilos de farinha. O refrigerador tem a capacidade de standard de 120 e 220 litros.

Os fornos rotativos possuem um carro de dezoito tabuleiros e outro de dois, com uma capacidade de vinte tabuleiros com 60 metros. Estes fornos são destinados para padarias e pastelarias de pequenas e médias produções. O terminal de cozedura, outro forno eléctrico modularizado, destinado a restaurantes e pizzarias de pequenas dimensões contêm uma capacidade de um a 3 tabuleiros por câmara e um sistema de economia com cerca de 20 ou 40 % de consumo de energia, conforme a opção.