O ministro da Economia e Planeamento, Manuel Neto da Costa, garantiu que o seu pelouro vai trabalhar para melhorar o ambiente de negócios em este ano. O governante, que falava à imprensa à margem dos cumprimentos de fim-do-ano daquele ministério, disse que para 2020, a meta é reduzir a burocracia para dar resposta às necessidades dos agentes económicos nacionais. Para o alcance destes objectivos, será necessário aprovar um conjunto de normas legais, nomeadamente, a lei de protecção de accionistas maioritários nas sociedades comerciais, a fim de salvaguardar a questão das falências. Para o ministro, o cruzamento de dados entre as instituições deve se tornar uma realidade para melhorar o ambiente de negócios. O ministério quer ver, igualmente, a recupreração da economia nacional, no sentido de ver surgir novos empregos que se convertam em verdadeiras fontes de renda para as famílias angolanas. De acordo com dados avançados no evento, nos últimos três anos, o comportamento do Produto Interno Bruto (PIB) foi negativo. A última avaliação do relatório, Doing Bissniss, aponta que país recuou quatro posições, o que não conforta Angola. Por esta razão, apelou, deve haver uma maior dedicação e promoção da excelência para se mudar o actual quadro. “Convido os quadros do sector a combater a mediocridade e se juntarem aos esforços do governo para inverter a actual situação económica”, disse. A racionalização da despesa pública consta igualmente das apostas do Ministério para 2020, a par da melhoria das condições para o exercício da actividade económica como um dos principais desafios do ano.

Principais realizações
Durante a cerimónia de cumprimentos de fim-de-ano, os funcionários do Ministério de Economia e Planeamento apontaram um conjunto de realizações alcançadas em 2019, com destaque para redução de tempo para emissão de alvará comercial, a licença de impacto industrial e ambiental, a elaboração do diagnóstico sobre a economia informal, a capacitação de 236 quadros da administração pública, a formação de 664 micro, pequenos e médios empresários das províncias de Luanda, Huíla, Benguela e Huambo. O recenseamento de mais de 16 mil produtores nacionais em todo o território nacional, bem como o desenvolvimento do portal do Ministério da Economia e Planeamento marcaram igualmente as principais realizações do ano.