A produção de derivados de combustíveis nas refinarias angolanas ganha, daqui a quatro anos, novo impulso, num esforço do Governo que deve diminuir drásticamente, se não mesmo acabar, a cifra de 80 por cento que é ainda importada para atender
o consumo interno.
Esta semana, o ministro dos Recursos Minerais e Petróleos, Diamantino Azevedo, disse que, em breve, o dossier das propostas remetidas ao grupo de trabalho criado pelo Presidente da República deve ser concluído. Desde já, disse que das iniciais 63 um certo número foi já colocado de parte, pois não respondeu às exigências do Governo.
“Nos próximos dias, a Comissão para a Reestruturação do Sector Petrolífero apresenta um relatório ao Governo angolano no qual vai espelhar os caminhos os quais a seguir para se atingir os propósitos de governação tangente à diminuição da dependência de importação dos produtos derivados do petróleo”, disse o ministro.
Diamantino Azevedo que visitou as instalações centrais da Sonils, em Luanda, tranquilizou o mercado dizendo que as estratégias de refinação para a diminuição de dependência da importação e a operacionalização da refinaria de Luanda jogam um papel importante, daí que o grupo de trabalho para a reestruturação do sector petrolífero fará recomendações cruciais e que ajudarão na melhoria desse segmento da cadeia de processo de combustíveis refinados.
Com o termo dos trabalhos, frisou o ministro, a referida comissão poderá apresentar um relatório que espelha quais os caminhos a seguir para atingir os propósitos do Governo que é a diminuição à dependência da importação dos produtos relacionados ao petróleo.
As propostas em posse da grupo de trabalho passarão por uma avaliação e depois será apresentado ao Executivo angolano um relatório sobre todo trabalho realizado pela equipa.
Sobre a visita à refinaria disse que visou se inteirar das suas condições e encorajar a equipa de trabalho, porquanto a fábrica
tem sido bem gerida.
Entre as várias informações recebidas da empresa, constam a resolução do problema da chegada da água à refinaria, que tem sido vandalizada por cidadãos, protecção da integridade da refinaria e dos trabalhadores e a substituição de uma jangada no terminal petroleiro.
Segundo consta, a Refinaria de Luanda vai aumentar a sua capacidade de produção de gasolina este ano para 380.200 toneladas de gasolina/dia.

Paralisação da Refinaria
A Refinaria de Luanda vai paralisar a sua actividade de produção de combustíveis entre os meses de Junho e Julho próximo para manutenção, informou nesta terça-feira, o seu administrador- delegado.
Custódio Gonçalves disse que a Refinaria está há sete anos sem manutenção, quando as normas recomendam que deva ser feita de cinco em cinco.
O administrador-delegado disse também que têm vários projectos para este ano, entre os quais, a resolução do problema da chegada da água à refinaria, que tem sido vandalizada por cidadãos, protecção da integridade da refinaria e dos trabalhadores, além da substituição de uma jangada no terminal petroleiro.
Em relação ao aumento da capacidade de produção de gasolina, o administrador-delegado disse que vão aumentar a capacidade de 380 para mil e 200 toneladas
de gasolina/dia.
Este projecto de aumento da produção de gasolina poderá ser implementado dentro
de 37 a 40 meses.
“A demanda de gasolina no país ronda mais ou menos três mil metros cúbicos por dia. Se saímos dos 280 para os mil e 200 estamos a falar um pouco de menos da metade daquilo que é a procura. Significa que poderemos reduzir o défice em mais ou menos 20 por cento e é um ganho grande”, referiu.
Por outro lado, Custódio Gonçalves falou da produção de energia eléctrica gerada pelo ciclo combinado da refinaria, através de três turbinas (duas a gás e a uma vapor).
As turbinas a gás produzem oito megawatts, enquanto que a de vapor, cuja capacidade instalada é de dez megawatts, ainda não entrou em serviço.
O ciclo combinado injecta na rede pública da ENDE um total de mais ou menos 15 megawatts de energia, por via de um contrato de compra e vende celebrado entre esta e a
Refinaria de Luanda.
A Refinaria de Luanda, localizada na zona norte da capital do país, ocupa uma área de 170 hectares, emprega 275 trabalhadores, dos quais 14 porcento são mulheres.
A unidade existe desde 1958 e nesta altura foi operada pela empresa Petrofina, depois em 1982 pela Fina ( TOTAL – 1999, ELF, TOTAl e FINA em 2000, TOTAL em 2003)
e agora (2017) pela Sonangol.