A produção diamantífera angolana no mês de Fevereiro registou uma facturação de 1,4 triliões de kwanzas resultantes de um volume de venda estimado em 719 mil quilates ao preço médio de 131,3 dólares.

Conforme publicação mensal, que consta da página de internet do Ministério das Finanças, o imposto industrial decorrente destas vendas foi de 488 milhões de kwanzas e o Royalty (valor pago ao Estado pelos exploradores do recurso) foi de 944 milhões de kwanzas.
Embora longe dos 300 mil milhões de dólares arrecadados pela produção petrolífera em Março, por exemplo, as facturações dos diamantes são cruciais no aumento da renda bruta nacional, porquanto é seguramente outro dos minerais capazes de proporcionar ao país elevada entrada em moeda externa.
No mês de Janeiro, as entradas contabilizadas, de acordo com os dados do Ministério das Finanças, foram de 1,3 trilião de kwanzas, resultantes de um volume de 620 quilates ao preço de 136,24 dólares. O imposto industrial foi de 488 milhões e o royalty de kz 882 milhões.
Dados sobre a operadora Catoca dão conta que, em Janeiro, a sociedade mineira, a maior empresa diamantífera angolana e a quarta no mundo, indicou uma facturação de 40 milhões de dólares norte-americanos.
Catoca é a maior empresa no subsector diamantífero em Angola, sendo responsável pela extracção de mais de 75 por cento dos diamantes angolanos. Além do Kimberlito de Catoca, que se explora na Lunda Sul, a empresa tem participação maioritária em concessões como a do Luemba, Gango, Quitúbia, Luangue, Vulege, Tcháfua e Luaxe.
A velha discussão entre a Endiama e Catoca acerca de quem mais factura, apenas deve ser compreendida na explicação de que a Endiama é apenas concessionária do Estado e Catoca a empresa pública do sector.