Francisco Inácio

A Diexim Express, empresa angolana do ramo da aviação civil, vai investir USD 1,6 milhões na construção de um hangar moderno com o objectivo de melhorar os seus serviços, proporcionar maior conforto e segurança, para se diferenciar dos seus concorrentes.

A informação foi dado ao Jornal de Economia & Finanças pelo empresário angolano Bartolomeu Dias, presidente do Grupo GD, da qual faz parte a empresa Diexim Express.

"A Diexim é a empresa do sector com maior investimento. Até agora somos os únicos com um espaço próprio (aerogare) para o estacionamento de aviões", sublinhou Bartolomeu Dias.

A actual conjuntura no sector doméstico da aviação civil, que se resume na aposta do Governo de construir e reabilitar 30 aeroportos em todo o território nacional e no aumento do fluxo de passageiros de 1 milhão para 3 milhões, garante um ambiente propício ao investimento das empresas do ramo.

Foi neste contexto de mercado que a Diexim, que funcionava apenas com uma aeronave quando foi criada, investiu na aquisição de mais sete novas com vista a poder atender a demanda prevista.

Depois de um trabalho árduo durante os seis anos de existência, a Diexim cresceu e conta hoje com um total de oito aeronaves, nomeadamente um Embraer 145, com capacidade para 50 passageiros, Learjet 45, King 350 e cinco Embraer 120, com capacidade para 30 lugares cada.

Visão estratégica

"O negocio de aviação não é facil de gerir", afirma o empresário Bartolomeu Dias. Ele afirma que são vários os factores que contribuem para o sucesso ou insucesso. Por isso, o seu grupo tem uma visão estratégica definida e metas bem traçadas para atingir os objectivos preconizados.

Apesar dos investimentos que o Governo leva a cabo na construção e reabilitação de estradas nacionais e pontes, os negócios na aviação civil em Angola não serão afectados negativamente.

O aumento do número de passageiros é só um dos bons indicativos. Para Bartolomeu Dias, a aviação civil vai viver bons momentos, uma vez que foram ultrapassados os problemas do INAVIC (Instituto Nacional de Aviação Civil).

"Isto era necessário para que os estrangeiros possam acreditar na capacidade das instituições que tutelam a aviação civil em Angola", salienta o empresário.

Voos regionais

Actualmente, a Diexim actua apenas no espaço aéreo nacional, com voos diários para várias províncias do país, nomeadamente Cabinda, Zaire, Cunene, Lunda-Sul e Benguela.

No entanto, a intenção de Bartolomeu Dias e no futuro apostar tambem nos voos regionais. Por isso, pretende levar a sua empresa para a Namíbia devido aos negócios que o empresário mantém com o país vizinho. Neste momento, a Diexim está a fazer um estudo e traçar estratégias no sentido de realizar voos para Windhoek.

Leia mais notícias sobre empresas em Angola no Jornal de Economia & Finanças desta semana, que já está nas ruas.