Os ministros dos Petróleos do continente africano, que participaram na última reunião extraordinária, dos produtores de petróleo em África (APPO), que Luanda acolheu recentemente, afirmaram, que aos poucos, os recursos naturais do continente vão se convertendo em desenvolvimento, pelo que os africanos não podem perder a esperança.

O Ministro de Hidrocarbonetos da República Democrática do Congo, Ngoi Mukena Lusa Diese, disse que o seu país nem tanto, mais países como Angola e Costa de Marfim e Nigéria por exemplo, já registam sinais de reconversão dos recursos naturais em desenvolvimento, pois os níveis de crescimento que estes países estão a registar constitui exemplo para os demais, pelo que precisamos manter os níveis de esperança, disse.

Ngoi Mukena Lusa Diese, disse por outro lado, que os sinais de conversão dos recursos naturais do continente em desenvolvimento vão ser sentidas sobre tudo pelas próximas gerações, pois os países produtores estão cada vez mais próximos e o futuro das relações comerciais entre os produtores pode ser melhor.

Questionado sobre a possibilidade de construir uma refinaria “Interafricana” o Ministro das Minas e Hidrocarbonetos da Guine Equatorial Gabriel Obiang Lima, disse, que a refinaria conjunta constitui um plano de longo prazo, por agora a meta é melhorar as relações comerciais, elevar os níveis de aproximação entre produtores e traçar medidas conjuntos destinadas a assegurar os níveis de produção do petróleo assim como o preço do produto no mercado internacional.
Por sua vez o Ministro dos Petróleos e Hidrocarbonetos de Angola, Diamantino Pedro Azevedo, sublinhou, que Angola quer ver melhorada sobretudo a dinâmica da organização, defesa dos interesses dos países produtores de petróleo no continente, assim como a defesa dos interesses da organização em qualquer esfera onde se discute a matéria do petróleo.
Questionado sobre a quota reservada para o continente o responsável sublinhou, que ronda os 12 por cento do total de produção mundial, e que Angola vai continuara a produzir a cifra consignada. Quanto a quota designada pela OPEP, estimada em 1.6 milhões de barris por dia, o ministro explicou, que vai ser prorrogado até Dezembro do corrente.
No que se refere ao preço do produto no mercado internacional, o ministro revelou que a sua revisão não é diária, mas sim, periódica.
Por seu turno, o secretário Executivo da (APPO), Mahaman Gaya, disse que a última reunião constitui um ponto de viragem na vida da organização de modo a melhorar o futuro energético de África.
Apesar dos seus abundantes recurso a África ainda sofre com a pobreza energética.