Cerca de 20 mil ligações domiciliares serão instaladas até ao mês de Julho, nos bairros do Lossambo, Kapango, Calomanda, São Luís, Cambiote, Sassonde, Bomba, São Tarcísio, Cuca, Vila Graça, Chiva, Casseque, Benfica, Camussamba, Macolocolo, São José, Aviação, Santo António, Chivela e Bom Pastor, na cidade do Huambo, e Muangundja e Cemitério, na Caála.
A empreitada, que teve início em Janeiro de 2017, a cargo da empresa chinesa Machine Engineering Corporation, vai estender as ligações aos bairros que nunca beneficiaram deste serviço nas duas cidades, onde se prevê também a instalação de 17.500 contadores pré-pagos, dos quais 17 mil monofásicos e 500 trifásicos.
Segundo o director provincial da Empresa Nacional de Distribuição de Energia (ENDE), no Huambo, José António da Cunha, até ao momento, os trabalhos decorrem a um ritmo acelerado, tendo sido já montados alguns postos de transformação nos bairros Camussamba, Colemba, Comarca e Casseque II, no Huambo. Clientes não pagam.
O não pagamento do consumo da energia eléctrica, por parte dos consumidores em alguns bairros tem levado a que a Ende não consiga desenvolver outros projectos a nível da província.
Segundo o gestor, mais de dois mil milhões de kwanzas é o montante da dívida acumulada pelos clientes.
José António da Cunha, novo director provincial da Ende no Huambo, realçou que independentemente das dívidas, a empresa tem procurado sempre recorrer à negociação amigável com os seus clientes para o pagamento da mesma, acrescentando que “a empresa nunca teve uma cobrança compulsiva”, de modo a permitir que se estabeleçam “sempre metas de cobrança, onde o cliente estipula um valor a liquidar da sua dívida”, afirmou.
Considerou o número de clientes ainda insatisfatório tendo em conta os investimentos e as melhorias dos serviços prestados, resultantes da instalação de novas tecnologias. A empresa, a nível da cidade do Huambo, controla mais de 58 mil clientes, sendo que, deste número, a maioria tem contrato.
Nos próximos meses, disse, a empresa vai trabalhar mais no sentido de alargar os serviços de electrificação e melhorar a utilidade dos mesmos, principalmente naqueles bairros novos, onde até aqui a corrente eléctrica não se faz sentir.
José António da Cunha garantiu que dentro dos programas de modernização e expansão da energia estão em curso vários projectos que visam melhorar estes serviços.

Ngove está em baixa
O nível de água da albufeira na barragem hidroeléctrica do Ngove continua baixo, apesar da regularidade das chuvas, situação que dificulta o funcionamento pleno das três turbinas geradoras de corrente eléctrica, disse o director provincial da Energia e Águas do Huambo, Simão Canda.
Segundo dados avançados, pelo director, nos últimos dois meses houve um aumento de oito metros, perfazendo 1.577 metros de água acumulada, 11 metros abaixo do valor mínimo.
A barragem do Ngove está a produzir, actualmente, 10 megawatts de energia eléctrica, quando a capacidade instalada é de 60 megawatts, tendo em conta o baixo caudal do aproveitamento hidroeléctrico.
O director do Aproveitamento Hidroeléctrico do Ngove, Pedro Sebastião António, perspectiva, até finais de Abril, um aumento considerável do nível de água, caso a chuva continue com regularidade, o que permitirá aumentar a produção de energia eléctrica.

Vandalização de bens
As linhas de transportação de energia pública, a partir da estufa-fria até aos arredores da cidade e outras zonas periféricas, têm sido alvo de actos de vandalismo por indivíduos até ao momento desconhecidos.
Simão Canda reprova o acto destes cidadãos, alertando que o governo provincial vai tomar medidas para responsabilizar estes malfeitores que danificam o bem público, apelando a toda população no sentido de ficar atenta a qualquer caso suspeito de vandalização das torres eléctricas.