A companhia aérea Emirates, transportou de Outubro de 2009 a Setembro de 2019, mais de 1,18 milhão de passageiros e 14,700 toneladas de cargas de e para Luanda, com destaque para os últimos seis anos, onde a maioria da carga tem sido, essencialmente, produtos electrónicos e alimentares. Os destinos preferencais dos passageiros a partir de Luanda destacam-se Beijinhg, Dubai, Lisboa, Hong Kong, Guangzhou, Hanoi e Beirute. Os dados foram apresentados, esta semana em Luanda, em conferência de imprensa, pelo Country Manager da Emirates em Angola, Luís Berenguel, no âmbito das celebraçães dos 10 anos de operações em Angola. Sem avançar números, o responsável admitiu que as receitas e o número de passageiros reduziram significativamente desde a crise económica em 2014, acrescentando que a companhia revê sempre a sua estratégia em função da dinâmica do mercado. Em Angola a empresa continua a operar com os voos 777-300ER divididos em três classes e com uma capacidade para 360 passageiro que viajam de Luanda para mais de 150 destinos da sua extensa da rede em 85 países via Dubai. “Vamos apostar na formação humana e garantir aos nossos clientes a melhor experiência possível com a qualidade dos serviços que se exige na aviação civil”. Questionado sobre o repatriamento dos dividendos, o gestor disse que está em grande parte resolvida, mas que não deixa de ser um problema que afecta a empresa. Disse que a companhia sempre procurou ultrapassar a situação por via do diálogo com o empenho do BNA. “Entendemos que o país tinha outras prioridades e apesar da desvalorização da moeda o balanço é positivo”, realçou. Sublinhou ainda que o facto de operarem com os voos mais modernos, os custos de operações não têm tido um impacto tão negativo. Luís Berenguel disse também que não há qualquer intenção de a Emirates aderir ao processo da privatização da Taag.

Preços dos bilhetes
Sobre os preços dos bilhetes de passagem, Luís Berenguel referiu que cada companhia aérea tem a sua estrutura de custos e “nós temos estado a acompanhar a apreciação da moeda, mas baixamos as nossas tarifas com a introdução dos voos diários há dois anos e o que não tem parado de aumentar é o câmbio na moeda em kwanzas”. No seu entender o novo aeroporto de Luanda trará maiores oportunidades de negócio para as companhias que operam em Angola, pois dará espaço para o surgimento de uma nova rede de aviação regional em África, bem como um maior fluxo de passageiros. Por isso, considera que, ao comermorar uma década, significa que a Emirates reitera o seu forte compromisso em divulgar a imagem do país no exterior através das ligações aéreas, acções de formação e de responsabilidade social que têm realizado.

Resultado globais
Em relação aos resultados financeiros referente ao I semestre de 2019, o grupo teve receitas avaliadas em 14,5 biliões de dólares, uma queda de 2% face ao ano passado, em que se facturou no mesmo período 14,8 biliões de dólares. Este ligeiro declínio da receita, segundo disse, deve-se ao facto de a pista do aeroporto internacional do Dubai ter estado fechada durante 45 dias,
entre outros factores. Dados da companhia indicam que os lucros tiveram um aumento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado, tendo o grupo registado um lucro líquido de 320 milhões de dólares, devido a baixa nos preços dos combustíveis que teve uma queda de 9% em comparação com o mesmo período. Durante os primeiros seis meses, a Emirates recebeu três Airbus A380 e vai receber ainda outros três até o final do ano, depois de retirar da frota seis aviões devido ao tempo limite de voo. Actualemte possui uma frota composta por 267 aviões, incluindo cargueiros, serve 51,9 milhões de refeições, possui uma taxa de ocupação de 81,1%, e transporta 29,6 milhões de passageiros por ano.