A Associação dos Mini-Mercados e Cantinas de Luanda (AMCL) está preocupada com o número elevado de associados que praticam o negócio à margem da lei. Segundo o presidente da agremiação empresarial, Dimitrov Paulo, têm estado a sensibilizar os seus membros para o cumprimento das regras de mercado, passando por apelar primeiro para a obtenção do alvará comercial e pagamento de impostos ao Estado.
O também empresário detentor do grupo Dimitrov, Comércio Geral e Prestação de Serviços, que actua nas áreas de distribuição de combustíveis, água potável, limpeza de esgotos e interiores, recolha de resíduos sólidos e venda de materiais informáticos, defende o programa de resgate de valores lançado pelas autoridades no princípio deste mês. Para ele, vai ajudar a combater as más práticas comerciais, sobretudo o negócio desordenado.
“Nós já temos estado a trabalhar com as autoridades, quer com o SIC, Inadec e AGT para debelar algumas situações de ilegalidade comercial, pois todos devem cumprir para o bem da economia nacional”, avançou.
Para ele, é inadmissível um mini-mercado “não ter um Terminal de Pagamento Automático (TPA). Porquê não?”, questiona.
O Presidente da República, João Lourenço, na semanapassada referiu-se ao lançamento da Operação Resgate que muito, para além de uma mera operação policial, tem sobretudo um pendor eminentemente educativo e cívico, que visa recuperar os melhores valores da angolanidade, de educação, ordem, civismo, respeito pelo bem público e respeito pelo próximo.
Falando perante uma plateia composta por estudantes da Universidade Agostinho Neto (UAN), o Presidente da República disse que os valores morais e cívicos “nos parece estarmos a perdê-los ao longo dos anos, por inação e espírito de deixa-andar”.
Para João Lourenço, da mesma forma que em defesa da saúde pública, vai se combater o surgimento e proliferação de clínicas e postos médicos clandestinos, o comércio ilegal das cantinas, bares e restaurantes não licenciados ou autorizados pelo Estado, também no ensino  serão combatidos as universidades privadas não reconhecidas pela entidade competente do Estado.
Comentando sobre isso, o empresário Dimitrov Paulo elogia a intervenção do Presidente sobre a ilegalidade dos negócios em Angola quando mais se referia a actuar-se em parceria, uma vez que os ganhos serão para toda a sociedade angolana, pois “veremos o país respeitado, sobretudo pela riqueza da educação e civismo dos seus cidadãos”.
O jovem empreendedor que se  lançou há oito anos no mercado, emprega actualmente 120 pessoas, maioritariamente composta por camada mais necessitada.