A Empresa de Distribuição de Electricidade, EDEL, garante que vai reforçar a sua presença no mercado rumo à expansão do sistema de electrificação em todo o país, segundo anunciou o director de comunicação e imagem da empresa, Carlos Gil.

O também engenheiro afirmou que, com o arranque nos próximos tempos da central hidroeléctrica em Cambambe, a construção do aproveitamento do Laúca, entre outros, projectos dará maior impulso na continuidade dos seus serviços.

O responsável falava à margem das II jornadas técnicas internas da empresa, num evento que visou, sobretudo, capacitar os técnicos da instituição sobre determinadas matérias, aliado ao processo de reforma que a Edel leva a cabo.

Debates
Durante o encontro, foram abordados assuntos como “Uma visão sobre planeamento”, “Eficiência comercial, programação de manutenção de redes e instalações eléctricas” e “Reforma no sector eléctrico”, entre outros, enquadrados no 34º aniversário da empresa.

Carlos Gil assegura igualmente a necessidade de um plano sustentável no sector, dada a expansão de acesso à energia eléctrica das populações, acrescentado que a Edel opera 22 subestações contra as duas que operava há 34 anos.

No que se refere ao sistema pré-pago, o responsável sublinhou que o processo continua a bom ritmo, assegurando que, além de evitar o contacto com os clientes, vai garantir uma maior gestão de consumo, conforto e privacidade, tendo revelado que o período de instalação deste sistema acontece no mesmo dia. 

Questionado sobre as reclamações oriundas sobretudo por parte de alguns clientes que residem na Centralidade do Kilamba no que se refere à morosidade na montagem dos contadores, Carlos Gil explicou que aquela cidade está a ser ocupada aos poucos.

“Inicialmente, a Edel havia projectado montar os contadores por blocos, mas viu frustrada esta realidade, uma vez que os apartamentos se encontram vazios o que torna o processo de instalação mais moroso”, sublinhou.   

Melhorias no sector
Neste contexto, segundo revelou, está igualmente prevista a criação de mais três instituições empresariais do sector energético, sendo a primeira ligada à produção, transporte, distribuição e comercialização, com vista a dar uma maior dinâmica neste segmento.    

Além disso, a criação destas três novas organizações públicas exigiu a redefinição organizacional de novos órgãos, funções, processos e modelos de governo.

Recentemente, a empresa pôs em funcionamento uma nova subestação eléctrica na zona dos Ramiros, que funciona com duas linhas, sendo Ramiro I e II que alimentarão parte da cidade de Luanda, zonas do Quilómetro 30 e do 32 e a comuna do Benfica.   
Orçada em seiscentos triliões e meio de kwanzas vai permitir a construção de sete postos de transformação de energia naquela região.