Ao contrário da previsão avançada para este ano, a Empresa Nacional de Resseguros de Angola “AngoRe” entra apenas em funcionamento em 2019, por estar ainda em fase de estudo os planos de negócio e a composição de accionistas, disse esta seman, em Luanda, o presidente do conselho de administração da Agência Angolana de Regulação e Supervisão de Seguros (Arseg), Aguinaldo Jaime.
Da sociedade, que deverá reter uma boa parte dos riscos cedidos ao mercado internacional de resseguro, espera-se, segundo o PCA da Arseg, um papel importante no mercado angolano e internacional.
Para a composição da estrutura accionista, Aguinaldo Jaime disse que vão convidar parceiros internacionais que estejam interessados em fazer parte da empresa, quer participando do capital, quer emprestando o seu know-how e capacidade técnica, a fim de que os quadros da instituição sejam bem formados a desempenhar as suas funções.
O gestor da Arseg fez essas declarações no final de um encontro com a enviada especial de comércio da primeira-Ministra britânica para Angola e Zâmbia, baronesa Lindsay Northover.
Disse também que informou à baronesa que Angola tem um grande contacto com empresas do Reino Unido, sobretudo, em matérias de resseguros, nos domínios da petroquímica aviação e seguro marítimo.
De acordo com Aguinaldo Jaime, a representante da primeira-Ministra britânica, foi igualmente informada da necessidade da presença, no mercado angolano, de empresas do Reino Unido a cooperar directamente, no domínio do seguro e fundo de pensões, com empresas angolanas no mercado local.
“A visita foi de cortesia e serviu para dar a conhecer à responsável britância um pouco mais de como funciona o nosso sistema financeiro em geral, em particular o sector de seguros e de fundo de pensões e de saber em que medida pode haver maior envolvimento de empresas do Reino Unido no nosso sistemas financeiro, em geral, e no sector de seguros e fundo de pensões, em particular,” explicou.
De igual modo, referiu que fez um resumo das principais características do sistema de seguros e fundo de pensões de Angola, os principais desafios e as oportunidades que o sector oferece para as empresas que desejam operar localmente.
Por sua vez, a baronesa Lindsay Northover, que vem a Angola pela oitava vez, e a primeira na condição de enviada especial, disse que a sua estadia em Angola visa entrar em contacto com instituições locais para analisar, estudar e reforçar a relação da presença britânica no país.
Referiu que durante o encontro trataram de questões sobre seguros, uma vez que a Inglaterra tem muito conhecimento e experiência nessa área.
A enviada especial reconheceu existir já existe muito envolvimento e interesse da parte da Grã-bretanha no mercado angolano e vai reportar os grandes desenvolvimentos que tem acontecido em Angola para motivar e incentivar ainda mais os empresários.
A responsável britânica manterá encontros com várias instituições públicas, incluindo a Assembleia Nacional.