A Oleoga, uma empresa luso-angolana dedicada à produção de azeites, atravessa uma boa fase nos seus negócios, pelo que efectuou um investimento que ronda os 1,3 mil milhões de kwanzas em apenas cinco anos. A unidade fabril arrancou em 2006, com uma capacidade de produção de 90 toneladas por dia. Actualmente, passados seis anos, a empresa já atingiu 270 toneladas, fruto da montagem de uma segunda linha.

O processo de produção passa pela selecção cuidada de azeitonas que permite obter um azeite virgem extra com uma qualidade inconfundível.

O azeite, comercializado com a marca “Magi Yetu”, é obtido a partir de azeitonas colhidas na região de Elvas, no Alentejo e tem a variedade “Galega”, a sua grande produção, sem aditivos nem conservantes, que fazem dele um alimento de excelência.

Nascimento do projecto
Tudo começou quando o cidadão português, José Garção, decidiu viajar para Angola à procura de novas oportunidades, tendo cruzado o caminho do empresário angolano Monteiro Pinto Capunga.

Após a construção de uma amizade baseada na confiança entre o empresário angolano e o cidadão português, conta José Garção, decidiu-se explorar a oportunidade que a área do azeite apresentava e em parceria construir uma fábrica.

Foi, então, escolhida a zona de Elvas, no Alentejo, onde foi edificada a fábrica. A ideia foi bem acolhida uma vez que no local não existia nenhuma outra indústria do género que fizesse face à grande oferta de azeitonas aí produzidas, tendo-se optado pela vila Boim, numa antiga fábrica que se encontrava fechada e em avançado estado de degradação.

Adquirida a propriedade no mês de Dezembro de 2006, dá-se o primeiro passo para o seu arranque e a construção da sociedade comercial luso-angolana com o nome de Oleoga Lda, sendo 90 por cento de capital angolano e dez por cento português.

A produção de azeite teve o seu arranque em 2008, tendo iniciado com equipamentos como uma lavadora, uma pesadora, quatro tegões de armazenamento de azeitona e comercializaçãoum tegão de bagaço.

Diz José Garção que a Oleoga decidiu, na oportunidade, aumentar a sua capacidade na recepção de azeitona, o que lhe permitiu adquirir mais equipamentos para a armazenagem de bagaço e azeitona.

O aumento da capacidade de produção deu lugar a outros resultados que visaram a aquisição de novos depósitos para o seu armazenamento. Os 350.000 litros lançados inicialmente foram ultrapassados, passando a produzir então para um milhão e cem mil litros de azeite.

O embalamento de azeite teve início em 2008, tanto em garrafas como em latas e posteriormente foi adquirida uma segunda linha de enchimento destinada às garrafas de pequenos formatos.

Assim, a Oleoga representa duas marcas, sendo a Magi Yeto destinada ao mercado angolano e a Naturazeite destinada ao mercado português, sendo a maior parte para os mercados angolano, brasileiro e chinês.

Tendo em conta os altos níveis de produção e comercialização, nasceu já um novo projecto que reside na construção de um armazém de produtos acabados com uma área coberta de 3900 metros quadrados, com a finalidade de garantir um funcionamento cada vez mais integral.

O mentor do projecto, o empresário Monteiro Pinto Capunga, não esconde a sua satisfação, dados os níveis hoje atingidos pela empresa.

“Estou satisfeito com os níveis que atingimos. A produção triplicou e fico satisfeito em saber que o nosso investimento está a corresponder segundo a perspectiva que sempre sonhamos”, disse.
Monteiro Capunga chegou a pensar que o investimento seria uma pura aventura, mas, “ o sonho tornou-se uma realidade”.