A empresa angolana do ramo de navegação marítima “Epinosul” investiu mais de 481 milhões de kwanzas (5 milhões de dólares norte-americanos), para a aquisição de uma nova embarcação com capacidade para rebocar navios de até 49 toneladas. A informação foi avançada na passada quarta-feira (28), pelo director de operações da empresa, João Filipe.

Falando à margem da cerimónia que marcou a presentação do novo equipamento, o responsável revelou que o objectivo da aquisição do equipamento é dar resposta às necessidades do mercado e elevar a capacidade de transportação.

Com a aquisição deste navio, a empresa eleva para oito o número de rebocadores, contra sete adquiridos anteriormente. O navio da construtora holandesa, Damen Shipyards, fabricado em 2010, pesa 183 toneladas, distribuídas em 26 metros de comprimento e aproximadamente oito metros de largura.

Construída sob a base de uma estrutura de aço, com capacidade  para suportar até 54 toneladas, o navio será movimentado por dois motores, de marca Caterpillar  de 1.305 cavalos vapor (CVA), cada. Diariamente, o equipamento consome até três toneladas de gasóleo.

Expansão
Além do Porto Comercial de Luanda, a empresa vai estender os seus serviços para a província de Cabinda. Na unidade portuária de Cabinda, a empresa espera operar com dois equipamentos, com capacidade para rebocar até 80 navios por dia.

“A movimentação dos equipamentos é feita de acordo as necessidades de atracagem”, disse, depois de ter sublinhado que os equipamentos da empresa podem movimentar até 150 navios/dia.

Tripulação
Para movimentar o equipamento, a empresa vai contar com a experiência acumulada de quatro tripulantes angolanos, com destaque para o mestre Celestino Virgílio. Com mais de 50 anos de idade, dos quais 25 dedicados à tripulação de navios de grande porte, mestre Celestino como é conhecido nas lides da navegação marítima contou ao JE que a tripulação não é um “bicho-de-sete-abeças”. O comandante Celestino conta que aprendeu a tripular na antiga escola da empresa Cefopescas, em Cacuaco (Luanda).

Posteriormente, fez cursos de superação nas escolas de navegação marítima da Espanha, Rússia, Portugal e Suíça.  Segundo explicou, a categoria de tripulante é atribuída de acordo à capacidade do navio. Para a categoria de mestre, a licença permite navegar com embarcações com capacidade até 2.000 cavalos/ vapor. Para navegar com embarcações acima desta cifra, mestre Celestino destacou que será preciso uma nova cédula de navegação marítima. O tripulante já comandou embarcações de pesca nas províncias de Cabinda e Namibe.