No continente a Movex está presente também em Moçambique e no Senegal

A empresa portuguesa Movex, especializada no arrendamento e venda de edifícios e construções pré-fabricadas, soluções modulares e stands vai apostar cada vez mais no mercado angolano, a julgar pelas solicitações que a firma recebeu ao longo de 2010, segundo avançou ao JE o seu director-geral, Lourenço de Albuquerque.

Entre as principais obras que a empresa já executou no mercado angolano destaca-se a construção da Zona Económica Especial (ZEE), em Viana, através do Gabinete de Reconstrução Nacional (GRN), onde a empresa edificou cerca de 2.500 metros quadrados de pré- -fabricados, o equivalente a mais de 30 casas do tipo T3.

Além da referida obra, a Movex participou igualmente no apetrechamento do edifício da Total E&P Angola, em Luanda.

De acordo com o gestor, a empresa constrói cantinas, stands, lojas, refeitórios, escritórios, armazéns, clínicas, centros de formação, habitações temporárias e permanentes do tipo TI, T2, T3 e até edifícios de dois andares contentorizados, baseados na acoplagem de módulos e construções pré-fabricadas.

Segundo disse, as estruturas não são estáticas ou rígidas, adaptam-se a cada finalidade, adquirindo diferentes medidas para responder às necessidades do cliente. “As nossas medidas são feitas de acordo com as necessidades específicas dos nossos clientes e ajustáveis a todos os gostos”, disse.

Características técnicas

O responsável esclareceu que as infra-estruturas são compostas por perfis em aço galvanizado, paredes e tectos em painéis de aço do tipo sanduíche com isolamento em poliuretano e revestimento pré-lacado, com uma cobertura em chapa de aço galvanizado, perfilado e fibra.

Lourenço de Albuquerque disse, por outro lado, que o tipo de edifícios e o pavimento são feitos de cimento, com revestimento em PVC. As janelas são de alumínio, PVC e lacadas de diferentes formass e as portas são de aço galvanizado, lacadas com isolamento.

Equipamento complementar

Para as construções pré- -fabricadas, são incorporados equipamentos complementares como ar condicionado, detector de incêndios, detenção anti- -intrusão, instalação de redes de dados e voz, instalações eléctricas especiais e revestimentos específicos. “Os nossos edifícios têm um tempo de vida que vai até um máximo de 40 anos”, afirmou Lourenço Albuquerque.

Com um investimento inicial que rondou os 100 mil dólares norte-americanos, a Movex facturou 500 mil dólares norte-americanos durante o exercício 2009, um valor relativamente inferior em relação ao mesmo período de 2010, a julgar pela contenção das obras que as empresas do sector conheceram durante o ano prestes a terminar.

Preços

De acordo com o responsável, para a construção de edifícios pré-fabricados, os preços variam de acordo com a medida do projecto. A título de exemplo, o responsável fez saber que um edifício de 50 metros quadrados pode custar até 30 mil dólares norte-americanos.

Nas construções pré-fabricadas, as casas de dimensões que vão até 15 metros quadrados são as mais solicitadas, cujos preçários variam de 10 a 20 mil dólares norte--americanos.

“Temos uma equipa técnica multidisciplinar que consegue erguer até 25 metros cúbicos de pré- -fabricados por dia”, disse o responsável.

Expansão

Além de Portugal, país de origem, a Movex está presente em Angola, Moçambique e Senegal, com vista a responder à demanda das solicitações de pré-fabricados no continente africano, cujos indicadores de crescimento vão mostrando bons sinais a cada ano que passa.

Em Angola, a empresa conta com várias obras realizadas nas províncias de Luanda, Soyo (Zaire), Namibe, Huambo e Benguela. “A matéria- -prima utilizada na execução destas obras é 40 por cento nacional e 60 por cento importamos de Portugal, África do Sul e Espanha”.

Na lista dos principais clientes desta empresa, constam o Gabinete da Reconstrução Nacional (GRN), os governos provinciais e a construtora Mota-Engil.

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