Mais de 20 empresas angolanas estão a preparar as condições para se deslocarem a Bordeaux, França, palco da Exposição Internacional que irá realizar-se à margem da 28ª Cimeira de Chefes de Estado África-França, a realizar-se de 4 a 6 de Junho do ano em curso. Segundo um documento da Agência de Investimento Privado e Exportação (Aipex), a que o JE teve acesso, a Cimeira África-França reunirá em Bordéus, os Chefes de Estado do Continente Africano sobre o tema da cidade e dos territórios sustentáveis. Além de reuniões políticas, será realizada uma feira “Cidade das Soluções”, que apresentará soluções para cidades e territórios sustentáveis no Palácio das exposições em Bordeaux. O documento sustenta que, “Cidade das Soluções” reunirá 500 empresas africanas e francesas, as autoridades locais, membros da sociedade civil da França e de África, bem como financiadores internacionais em 7 áreas temáticas com ambição de ter 50 por c ento dos expositores africanos. Será uma oportunidade para as partes interessadas apresentarem as suas soluções aos 15 000 potenciais compradores, investidores, financiadores e tomadores de decisão, que visitarão essa feira. O Clube dos Empresários França Angola (CEFA), segundo a Aipex, está encarregado de promover este evento em parceria com as associações profissionais angolanas como o GTE, o Lide Angola, a CEA, a AIA, e outros parceiros. Segundo avança o documento, além disso, um concurso, o “Challenge dos 1.000” permitirá seleccionar 1.000 pequenas empresas e start-ups africanas, que serão convidadas gratuitamente com a viagem e o alojamento pagos pelos organizadores. A Aipex espera uma boa participação das Micro, Pequenas e Médias Empresas angolanas nesse concurso. A Embaixada da França em Angola está disponível para dar informações e conselhos sobre esses eventos. As empresas interessadas podem contactar o Serviço Económico ao seguinte endereço electrónico luanda@dgtresor.gouv.fr. Durante a Cimeira África-França 2020, o Presidente Emmanuel Macron acolherá os seus homólogos africanos e as suas delegações, dirigentes das autarquias e das empresas e financiadores, bem como membros das diásporas e das organizações da sociedade civil francesa e africana. Os empresários africanos e franceses estarão bem representados nessa Cimeira, especialmente no campo do desenvolvimento urbano. Para a embaixadora e secretária-geral da Cimeira África-França 2020, Stéphanie Rivoal, disse aquando do lançamento do evento, em Luanda, que os países africanos, tal como a França, estão confrontados com um aumento histórico da população urbana. Cada clima, cada relevo, cada cultura constitui uma problemática singular e requer soluções à medida. Oferecer o acesso à energia e a outros serviços essenciais tais como mobilidade, alimentação, alojamento, cuidados de saúde, formação, emprego ou o financiamento de projectos: tudo deve ser adaptado às especificidades do contexto e das populações que lá vivem”. “Ao longo dos meus contactos com as populações, os governos e as empresas tanto em África como em França, percebi que os desafios da urbanização exigem um elevado grau de compromisso, para fomentar parcerias a longo prazo e conciliar a formação da juventude com as necessidades da economia” disse a diplomata.^

Namibe pede celeridade na privatização da firma de tomate
O governador do Namibe, Archer Mangueira pediu ao Ministério da Agricultura que acelere o processo de privatização da fábrica de processamento de tomate, construída na localidade do Giraul, município de Moçâmedes, de modo a fomentar a produção local.
Ao falar à imprensa no final da sua visita efectuada hoje àquela unidade fabril, construída em 2016, mas que até agora não entrou em funcionamento, Archer Mangueira salientou que a unidade fabril vai ser inserida no processo de privatização. Para o governante, é importante o arranque da unidade para que sirva os interesses dos produtores de tomate desta região que é feita em todo o ano.
Nesta altura, o tomate produzida na província é comercializado nas províncias de Luanda, Benguele, Cunene, Huíla, Huambo, Uíge e Malanje. A fábrica, com capacidade para processar 45 toneladas/mês e orçada em 600 milhões de kwanzas, produzirá concentrado de tomate, enlatado e em bidões de 50 litros.Totalmente equipada, a mesma conta com um entreposto frigorífico, com capacidade para armazenar e conservar mais de cinquenta toneladas de tomate.