O grupo de empresários sul-africanos que participaram no fórum sobre Comércio e Investimento realizado segunda-feira, em Luanda, com o objectivo de explorar as oportunidades de negócio, mostraram-se satisfeitos com o actual ambiente de negócios.

A delegação de empresários sul-africanos foi encabeçada pela vice-ministra do Comércio e Indústria, Nomalungelo Gina, e é composta por 25 empresas e três associações industriais sul-africanas.
A missão teve como objectivos promover os produtos e serviços sul-africanos nos sectores estratégicos, priorizados pelo Governo da África do Sul.
No sector mineiro, os sul-africanos prevêem intervir nas infra-estruturas (incluindo construção e caminhos de ferro), na agricultura, agro-processamento e agro-negócio, aero-espacial e defesa e na consultoria ambiental
Além de promover as capacidades da África do Sul nesses sectores, os delegados que participaram no fórum foram incentivados a não apenas buscar oportunidades comerciais, mas oportunidades sustentáveis de investimento em Angola, de acordo com os objectivos do acordo de Livre Comércio Continental Africano, que visa aumentar os fluxos do capital directo intra-africano.
Nomalungelo Gina, disse que as estatísticas de 2017 sobre a facilidade de realização de negócios indicam que Angola é o número 175 de 190 países, o que reflecte uma melhoria positiva em relação à posição 182 em 2016.
“Angola é também um país estável, tanto política quanto socialmente e o país estabeleceu instrumentos legais favoráveis para o investimento privado, particularmente investidores estrangeiros.
A África do Sul e Angola partilham fortes relações bilaterais tendo o comércio entre os dois países actualmente alcançado o valor de 230 biliões de randes (cerca de kz 5.4 mil milhões) em 2018”, acrescenta a responsável.
A estrutura da missão empresarial envolveu um seminário de negócios e investimentos, reuniões directas entre empresas, e visitas a locais específicos dos sectores representados na delegação empresarial.
As empresas que participaram no fórum poderão receber um financiamento, do Ministério do Comércio e Indústrias da África do Sul por meio do seu sistema táctico de Exportação e Assistência ao Investimento (EMIA), que visa facilitar um aumento no comércio de bens e serviços de valor agregado na África do Sul.
Durante o encontro Business to Business, foi exibido o potencial das empresas sul-africanas, no qual a empresa Freshmark apresentou um sistema eletrónico que serve como plataforma para comercialização dos produtos do campo, que pode ser utilizado em Angola. Segundo o responsável da empresa, Justy Range, através do sistema electrónico, a Freshmark actua como medidora na comercialização de produtos do campo.
Para a comercialização dos produtos, os camponeses devem efectuar o pagamento de uma comissão que ronda de cinco a dez por cento do valor global da venda total dos produtos à empresa mediadora.
Trata-se de um sistema que tem facilitado muito os camponeses sul-africanos, evitando as perdas de produção, reduzindo os custos de escoamento e menos sacrifícios.