Os empresários angolanos ligados ao ramo mobiliário que participaram na 1ª Edição da Feira das Indústrias do Mobiliário e Madeira de Angola (FIMMA), estão apostados em valorizar a matéria-prima, contribuir para o desenvolvimento económico, fuga de capital e ajudar no fim do negócio “escuro” da madeira.
A informação foi prestada esta semana, em Luanda, pelo empresário Felisberto Capamba que representou a firma “ALTURAC”, que participou no evento e mobilizou 32 empresários ligados ao ramo com actuação em todas províncias.
Na esteira do melhor aproveitamento da madeira nacional Felisberto Capamba, investiu mais de quatro milhões de dólares para o fabrico de carteiras escolares, e mobília diversa comercializada no mercado interno e externo.
Para materializar a sua actividade, usa a madeira adquirida a partir da madeira denominada “eucalipto”, que compra na província do Huambo, onde conta com a cooperação de 32 agentes exploradores.
Com uma capacidade diária de produzir 350 unidade diversas por dia, a “ALTURA” gerou 120 postos de trabalho, e comercializa carteiras e mobília em toda a extensão angolana e tem um volume de negócio avaliado em mais de 4 milhões de dólares.
“Os agentes da indústria madeireira devem promover a diversificação da economia, combate à pobreza através da criação de postos de trabalho e consequentemente redução do desemprego”, afirmou.
A firma “Capirpinangola” que participou na transformação da madeira em cama, mobília, portas, janelas e outros esteve também no evento, onde mostrou o seu potencial para evitar que a matéria-prima possa ser levado ao mercado externo ilegalmente e sem ser transformada.
O director de negócios da empresa Carlos Leite revelou que, na perspectiva de melhorar o aproveitamento eficaz da madeira, investiu mais de 4 milhões de dólares para construir uma nova fábrica no município de Viana, num espaço de 600 metros quadrados.
A unidade a ser inaugurada em Dezembro deste ano, visa duplicar a produção actual que está estimada em 135 unidades diversas entre portas, janelas, mobílias. Assim abranger um maior universo das solicitações que são feitas todos os dias pelos clientes. E gerar mais 50 postos de trabalho.
Fez parte do certame a “ANGOVEIT” envolvida no negócio da madeira, com nota de participação na construção de casas de madeira, e vários outros negócios nas províncias do Uíge, Cuanza norte e Sul, e Malanje.
A proprietária Ana Nguyen está apostar na injecção no mercado de tacos usados nos piso de casas ou escritórios. “Quero ajudar a recuperar o material antigo e de muito valor, duradouro, e seguro que é o uso de tacos”, disse.
A primeira edição da feira das indústrias do mobiliário e madeira de Angola (FIMMA), teve lugar de 5 a 8 de Junho, promovido pelo Ministério da Indústria em parceria com a eventos Arena.
Segundo o Executivo, o objectivo destes eventos é melhorar o ambiente de negócios, fomentar a cooperação entre os industriais, criando relações para o consequente crescimento comum e estabelecimento das relações de confiança entre os empresários.
Dados disponíveis apontam que, o Estado angolano perde anualmente em média, 60 por cento da madeira comercial como corte, serração e pirataria e importação ilegal. E continente africano perde anualmente entre 70 a 213 biliões de dólares norte-americanos com actividades ilícitas ligadas ao sector dos recursos naturais.