A crise económica e financeira mundial afectou pouco o programa de concessão de micro-crédito aos agricultores familiares filiados na Unaca - Confederação das Associações de Camponeses e Cooperativas Agro-Pecuárias de Angola -, garantiu ontem, em Luanda, o presidente da organização, Paulo Uime.

Em declarações à Angop, a propósito da abordagem sobre o crédito bancário face à crise económica internacional, o responsável declarou que o empréstimo aos agricultores continua a ser feito nos mesmos moldes e com as quantias estipulados pelo Governo, apesar dos efeitos da crise sobre a banca terem causado restrições do crédito e maiores exigências de garantias bancárias.

Segundo o líder associativo, de 2008 até ao primeiro trimestre deste ano o processo não sofreu qualquer alteração, porquanto os bancos de Poupança e Crédito (BPC) e Sol concederam, aos camponeses da Unaca-Confederação do país, sete milhões 467 mil 186 dólares norte-americanos.

Os efeitos da crise, realçou, não afectaram tanto os beneficiários e não impediu que os contemplados, dos mais de sete milhões de dólares norte-americanos, fizessem o reembolso de um milhão, 364 mil e 478 dólares.

Apesar das condicionantes financeiras causadas pela crise na materialização de programas de governação, nas empresas e nas famílias, a fonte destacou o esforço do Governo na salvaguarda do crédito público destinado ao sector agrícola, por ser uma área importante para diversificação da economia.

O BPC e o Banco Sol gerem um fundo de financiamento do Governo destinado ao crédito de consumo, crédito para professores e enfermeiros e crédito agrícola, que beneficiou de 2008 ao primeiro trimestre deste ano 624 cooperativas