As restrições no fornecimento à cidade do Lubango, localidade com uma demanda de 68 megawatts, agravaram-se nos últimos meses, devido ao défice na produção de energia que se regista na barragem da Matala e na Central Térmica de Arimba, o que coloca a Empresa Nacional de Distribuição de Energia (ENDE) em dificuldades para atender à actual demanda.
Hoje a cidade recebe apenas 57 megawatts da central térmica de Arimba, segundo o chefe de departamento de exploração da Huíla da Rede Nacional de Transporte de Electricidade (RNT), Ruben Januário, que falava à imprensa no quadro da visita à província do secretário de Estado da Energia, António Belsa.
A situação agravou-se em Abril deste ano, com a redução no abastecimento de gasóleo à Central Térmica da Arimba, associada a paralisação da barragem hidroeléctrica da Matala, que mesmo depois realização das obras de engenharia civil, necessita da substituição das suas três turbinas.
O secretário de Estado da Energia, que está desde terça-feira na província, visitou a central térmica da Arimba onde se inteirou das dificuldades porque passa o sector.
“Estamos dependentes da central térmica e nesta altura temos estado a fornecer de acordo com o que a Prodel pode, o nosso cliente, a Ende, tem estado a nos solicitar uma potência que não conseguimos corresponder”, afirmou.
Rubem Januário disse que o maior fluxo de distribuição recai para o período nocturno, sem descartar o diurno, devido à demanda industrial.
A barragem da Matala, cujas obras civis ficaram concluídas este ano, e que orçaram em mais de 240 milhões de dólares, não está a gerar energia, estando a aguardar por um novo investimento para aquisição de três novas turbinas, que deverão gerar 39 megawatts.
Em função disso, a cidade vive sérias restrições. Durante o dia, apenas zonas onde estão instituições como hospitais, administração do Estado são priorizadas. Há bairros que chegam a ficar 48 horas em energia eléctrica.