Uma dívida acumulada no valor de mais de 500 milhões de dólares foi suficiente para retirar o direito de exploração da Sociedade Mineira de “Camatchia e Camagico”, na mina Luó, província da Lunda Norte. A mina foi revertida desde Maio do ano em curso a favor do Estado angolano.
Além da dívida com os credores, fornecedores e referentes ao pagamento de impostos, a reversão da mina a favor do Estado deveu-se igualmente ao baixo nível de produção, baixa receita e altos custos operacionais.
Os factos foram avançados, na localidade do Luó, pelo presidente do Conselho de Administração da Endiama, Ganga Júnior, no final da visita efectuada às minas de exploração diamantíferas na Lunda Norte.
“A empresa operava com prejuízos sucessivos, cujo funcionamento não permitiam reembolsar as despesas, de modo que nas condições em que funcionava a dívida iria aumentar com o passar do tempo”, disse.
Fez saber que os níveis de produção rondam os cinco mil quilates/mês, o que é insuficiente para a estrutura de custos, para sócios.
Actualmente, a Endiama assume a gestão corrente do projecto, através de uma comissão de trabalho que vai monitorar toda a actividade, mantendo os postos de trabalho (352) até que consiga novos parceiros e/ou investidores com capacidade financeira.
Após a extinção da Sociedade, foram, até agora, estabelecidos acordos com cinco empresas mineiras de especialidade.