O director de Planeamento e Investimentos da Empresa Nacional de Diamantes de Angola (Endiama), Alberto Fançony, garantiu nesta quarta-feira, em Luanda, que a companhia vai manter os postos de empregos e os salários, apesar da crise financeira internacional ter afectado também o sector diamantífero nacional.

Em declarações à Angop, no final de um encontro sobre "O impacto da crise financeira mundial na indústria diamantífera e opções estratégicas para a Endiama EP”, Alberto Fançony declarou que não existe nem existirá na Endiama um programa de redução da força de trabalho.

De acordo com a fonte, a crise económico-financeira, que por arrasto afecta de forma significativa o sector diamantífero, motivou a Endiama, por orientação do Governo angolano, a desenvolver estratégias para manter a todo custo os trabalhadores da empresa, observando, contudo, sacrifícios necessários nestes tempos difíceis.

Como medidas para enfrentar a crise, Alberto Fançony disse que a companhia tem trabalhado “arduamente” para haver redução a nível dos custos. “Os custos operacionais da Endiama têm sido reduzidos. Com excepção dos salários, nós cortamos entre os 50 a 60 porcento os custos operacionais.

"Outra estratégia adoptada pela firma diamantífera angolana, para fazer face a crise, prende-se ainda com a contenção de custos nas subsidiárias e nas empresas participadas, que trabalham directamente na produção de diamantes, para se verificar uma clara contenção de gastos", salientou o responsável.

“Estamos também a olhar para a alternativa de termos alguns fundos que permitam armazenar os diamantes a espera de uma oportunidade em que os preços, a nível do mercado, sejam compatíveis com os custos de produção”, reforçou.

A palestra sobre “O impacto da crise financeira mundial na indústria diamantífera e opções estratégicas para a Endiama EP”, organizado pela companhia angolana, visou a recolha de contribuições para empresa poder gerir a sua actividade durante a crise de uma forma consistente.

Foram prelectores o director-geral e o director-executivo do Banco Internacional de Investimentos “Goldman Sachs, Colin Caleman, e Nana São, respectivamente.

O Goldman Sachs é um grupo especializado em investimentos bancários, títulos, gestão de investimentos para empresas, instituições financeiras, governos e empresários de alta renda.

Na ocasião, os especialistas Colin Caleman e Nana São sugeriram como opções estratégicas para a Endiama EP enfrentar a crise o contínuo apoio do Governo, redução dos custos, manutenção da sua operacionalidade e a longo prazo reforçar o seu investimento no sector privado e fazer parcerias de mais valia.

Participaram no evento responsáveis e membros do conselho de administração da Endiama EP e demais funcionários da companhia.