A Empresa Nacional de Diamantes (Endiama) está a implantar, em todas as províncias do país, cooperativas semi-industriais de exploração de diamantes, com o objectivo de melhor ordenar a actividade em todas zonas de produção.
Ao contrário do processo de atribuição de senhas mineiras, implementado em 2010, cujo objectivo não foi atingido, porque os equipamentos utilizados neste tipo de exploração não permitiam atingir a profundidade necessária (cascalho), devido à utilização apenas de pás, catanas e picaretas, este novo modelo vai congregar todos os pequenos produtores que trabalhavam de forma artesanal.
É neste âmbito que já estão formadas 12 cooperativas em sete províncias do país, que se encontram em pleno funcionamento, segundo o administrador da Endiama, Luis Kitamba, quando falava hoje à imprensa a propósito da estratégia de dinamização do sector extractivo.
As cooperativas criadas congregam apenas angolanos, que antes se dedicavam à exploração artesanal de diamantes.
Além destas cooperativas, que surgem como forma de desencorajar o garimpo, a Endiama possui também 82 processos autorizados em fase de preparação (montagem de acampamento) e mais de mil pedidos para o exercício da actividade diamantífera no país.
Para cumprir com este desiderato, a concessionária nacional tem disponível terrenos identificados e loteados para distribuir aos que solicitarem o exercício da actividade diamantífera.
Estas cooperativas empregam mais de cinco mil pessoas, com realce para ex-militares, segundo recomendações do Executivo angolano.
Por este facto, o administrador da Endiama, Luis Kitamba, referiu que o balanço de todo o trabalho até ao momento é positivo.
Entretanto, não deixou de mencionar as medidas que se exigem às cooperativas, como não abrigar estrangeiros, cuidar da área de exploração, vender os diamantes apenas nos postos da Sociedade de Comercialização de Diamantes (Sodiam) e manter as condições que o processo de Kimberley exige.