A multinacional italiana Eni prevê iniciar em 2018 e 2019 a operação em dois novos campos petrolíferos no offshore de Angola, permitindo acrescentar 50.000 barris de crude à produção diária nacional.
A intenção foi manifestada em Luanda pelo director executivo da companhia, Claudio Descalzi, à saída da audiência que lhe foi concedida pelo Presidente da República, João Lourenço, no Palácio Presidencial da Cidade Alta.
O Bloco 15/06 é operado pela ENI, que tem uma quota de 36,84 por cento no grupo empreteiro, no qual a Sonangol (36,84 por cento) é a concessionária e que conta ainda com a participação da SSI Fifteen Limited (26,32 por cento). A ENI investiu 4,5 mil milhões de dólares, de um total de 11 mil milhões que é o investimento total no bloco.
A ENI pretende também apostar na produção do gás. Claudio Descalzi afirma que a sua companhia vê grandes oportunidades\ na indústria do gás, principalmente com a entrada em funcionamento do projecto Angola LNG, onde a companhia detém 13,6 por cento do investimento. Os outros parceiros são a Sonangol, com 22,8 por cento, a Chevron com 36,4 por cento e a BP com 13,6 por cento
O Angola LNG recolhe, processa e comercializa, por ano, cerca de 5,2 milhões de toneladas de LNG (incluindo fornecimentos de gás natural ao mercado doméstico) e líquidos (propano, butano e condensados), a partir da sua fábrica no Soyo.
O Angola LNG opera com uma frota de navios dedicada e uma estratégia de vendas flexível, que lhe permite oferecer oportunidades de compra atractivas. É detido pela Sonangol em 22,8 por cento, a Chevron com 36,4, a BP com 13,6 e a ENI com 13,6.
O Angola LNG tem registado uma série de paragens programadas e não-programadas desde que retomou as exportações em Junho de 2016, após uma paragem de dois anos para reparações de grande dimensão. Avaliado em dez mil milhões de dólares, o projecto representa um dos maiores investimentos na indústria petrolífera angolana.
A missão do Angola LNG é contribuir para a eliminação da queima de gás, fornecer energia limpa e confiável e proporcionar benefícios económicos a Angola, às comunidades locais e aos seus accionistas. É abastecido por diversos blocos petrolíferos angolanos integrados numa rede de gasodutos que transporta a matéria-prima proveniente dos blocos 0/14, 15, 17, 18 e 31, no mar, para a fábrica em terra.
“Pensamos que o gás é um investimento do futuro e discutimos com o Presidente da República, principalmente a contribuição que pode ter para o desenvolvimento do país”, disse o director executivo da ENI.
Angola é o segundo maior produtor de petróleo de África, com mais de 1,7 milhões de barris de petróleo por dia e tem apenas uma refinaria em funcionamento, a de Luanda, construída em 1955, com uma capacidade para tratar 65 mil barris de petróleo por dia.