ADÉRITO VELOSO

No quadro do programa de expansão geográfica que a Empresa Nacional de Seguros de Angola (ENSA) tem vindo a levar acabo nos últimos meses em todo o território nacional, a seguradora estatal inaugurou, na passada sexta-feira (4.12.09), a sua primeira agência na província do Moxico.

Construído de raiz, o edifício está localizado na cidade do Luena, no bairro Santa Rosa, junto ao Hospital Militar e custou cerca de USD 700 mil. A agência está equipada com meios técnicos e humanos para atender os mais de 30 produtos que a ENSA tem disponíveis no mercado nacional.

O corte de fita das instalações que albergam os serviços da ENSA no Luena foi efectuado pelo vice-governador da província do Moxico para a área de Organização e Serviços Técnicos, Mário Salomão, na presença do director comercial da ENSA, trabalhadores da função pública e empresários.

No seu discurso inaugural, o vice-governador da província do Moxico disse ser motivo de satisfação a cidade do Luena albergar uma agência da empresa nacional de seguros, já que a província não tinha nenhuma agência de seguros. “A província do Moxico tem tido muitos acidentes e há muita gente com imóveis e outros bens que precisam de assegurar os seus bens”, salientou.

Por outro lado, o governante informou que com a abertura da agência da ENSA na cidade do Luena as populações da província do Moxico estarão habilitadas a incrementar os seus negócios de maneira célere e sem receios.

“Estamos conscientes de que a vossa presença aqui no Moxico constitui uma mais-valia e apelamos à província e a toda a população desta parcela do território nacional a habilitarem-se aos seguros que a ENSA oferece, destacando-se os ramos automóvel, habitação, saúde e outras formas de asseguramento”, disse, antes de convidar os munícipes a cooperarem com os responsáveis da ENSA a nível da província do Moxico.

Serviços personalizados

Em nome da admnistração da ENSA- Seguros de Angola, o director para área comercial, Manuel Assis, agradeceu o apoio que a sua instituição recebeu do Governo da província do Moxico. Na ocasião, o responsável da seguradora destacou que a cooperação entre as duas instituições vai continuar, de modo a cultivar-se no seio da população a cultura de aderência aos seguros.

“Esta agência do Luena vem em boa hora, numa altura em que foi legislado o seguro obrigatório de responsabilidade civil automóvel, que entrará em funcionamento no dia 11 de Fevereiro. Queremos agora convidar toda a gente no sentido de se começar já a fazer este seguro. Esta agência (Luena) está em condições de começar a efectuar esses seguros”, revelou. Ao mesmo tempo, pediu ao Governo provincial para apoiar a ENSA na divulgação e sensibilização das populações sobre a importância dos seguros.

No seu pronunciamento, Manuel Assis sublinhou que a agência do Luena se enquadra na expansão da rede de negócios que a ENSA tem vindo a efectuar nos últimos meses. Com esta medida, a Empresa Nacional de Seguros de Angola pretende chegar mais perto da população com os seus produtos, promovendo, deste modo, o desenvolvimento económico e social.

“A ENSA, como empresa pública, tem o dever de poder acompanhar e oferecer serviços presonalizados em todos os segmentos, aos cidadãos e às empresas, com vista ao desenvolvimento económico”, sublinhou Manuel Assis.

O director comercial da ENSA frisou que a sua instituição está a trabalhar a todo gás para que os produtos (seguros) se expandam a todo o território nacional, antes do final deste ano.

“Fizemos a abertura de um conjunto significativo de agências, e antes do fim do ano ainda vamos fazer outras aberturas”, anunciou.

Funcionamento

A agência da ENSA na província do Moxico está pronta para atender os clientes. Mas, ainda assim, a sub-gerente da seguradora na província do Moxico, Lúcia Figueiredo, disse em entrevista exclusiva ao JE que do leque de seguros que a firma tem no mercado angolano, existem alguns que não serão atendidos na sua plenitude.

“Existe, por exemplo, o seguro Casco Marítimo, que é um seguro para pessoas ou empresários com frota marítima. Nós cá não temos mar, mas podemos atender cidadãos ou empresários que se encontram aqui na província e que tenham frota marítima”, explicou.

A sub-gerente da ENSA na província anunciou que, nesta primeira fase, a prioridade da sua instituição ao nível da província do Moxico recai na divulgação e sensibilização das pessoas no que toca à importância de serem seguradas.

“Existe ainda algum obstáculo no que concerne a interpretação e importância dos seguros no seio das pessoas. Nesta primeira fase, vamos intensificar os serviços de publicidade, na rádio e outros meios, de forma a mobilizarmos as populações”, disse Lúcia Figueiredo.

São no total quatro trabalhadores que vão assegurar os serviços da ENSA no Moxico (técnico, gestor de sinistro, técnico comercial e caixa), que contaram com uma formação de 10 meses em Luanda. A responsabilidade de gerir a empresa na província foi entregue a Lúcia Figueiredo, 24 anos, natural do Luena. A jovem está a fazer por correspondência o primeiro ano do curso de administração de empresas, pela universidade brasileira Associação Internacional de Estudos Continuados.

ENSA lança rede de mediadores

Em entrevista exclusiva ao JE, o director comercial da ENSA, Manuel Assis, informou que a sua companhia vai intensificar nos próximos tempos a venda de seguros através do incremento da rede de mediadores, que são pessoas interessadas em vender seguros.

“É uma forma tradicional das empresas de seguros venderem os seus serviços através de terceiros. Nós também estamos a fazer isso. Vamos a partir de sexta-feira (11.12.09) na província do Namibe fazer o lançamento oficial da primeira rede de mediadores de seguros, apesar de já termos em funcionamento este tipo de produto nas províncias de Luanda e Benguela”, destacou Manuel Assis.

Os requisitos exigidos pela ENSA para os eventuais interessados em participarem da rede de mediadores, destacam-se: 12ª classe de escolaridade mínima e serem formados em seguros. Os interessados deverão ser submetidos a um exame pelo Instituto de Supervisão de Seguros (ISS), que é o órgão que superintende a actividade seguradora em Angola.

“Normalmente, nós (ENSA) fizemos um contrato com o mediador a partir do momento em que tem o certificado do ISS. Desta forma, negociamos com esta pessoa e chegamos a um acordo para poder fazer parte da rede de mediadores. Existe uma tabela de condicionamento em função daquilo que o agente vende e é pago por uma percentagem pelos seguros que eles vendem, dependendo também da complexidade do produto”, explicou o director comercial da ENSA.