O Entreposto Aduaneiro de Angola (EAA) vai implementar um modelo integrado do aprovisionamento da cesta básica, com aposta na produção nacional, que visa dar um incentivo à produção interna. O ministro de Estado do Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes Júnior, que conferiu posse ao novo conselho de administração do EAA disse que a produção agrícola e pecuária precisa de ser escoada para os principais centros de consumo e, para tal, será necessário a criação de condições e a figura do comerciante rural. Na visão de Manuel Nunes Júnior, a ideia é incentivar e apoiar o surgimento dos comerciantes rurais, nos vários municípios do país e fazer com que haja mais produção nacional a ser consumido por todos. “O novo conselho de administração do Entreposto Aduaneiro de Angola deverá durante o seu mandato ajudar o Ministério do Comércio a estruturar e organizar toda a cadeia comercial do país”, sublinhou. Para o novo presidente do Conselho de Administração, Ludgério de Jesus Pelinganga, que avançou à imprensa à margem da cerimónia, a medida enquadra-se no âmbito da sua estratégia de reestruturação orgânica e funcional. O gestor público reconheceu ainda que sempre que a produção interna não for suficiente poder-se-á recorrer à importação, de modo a garantir os bens essenciais ao mercado”, acrescentando que é missão do EAA criar e implementar uma reserva estratégica alimentar para o país.

Estabilização dos preços
No que toca à influência do Entreposto na estabilização dos preços dos produtos da cesta básica, Ludgério de Jesus disse que tudo será feito, a fim de se atingir este objectivo através
da lei da oferta e da procura.
Em relação à dívida pública que a empresa tem estimada em mais de 20 milhões de dólares norte-americanos, o PCA garantiu que o assunto está a ser analisado junto do Executivo para que nos próximos
tempos seja liquidada.
A empresa dipõe de 350 funcionários, incluindo os órgãos sociais. Pelo menos 39 trabalhadores são eventuais e dois colaboradores, em missão de serviço aos domingos.

Escoamento
Por outro lado, o Executivo espera do Entreposto uma aposta mais dinâmica no escoamento de produtos do meio rural para os centros de consumo, através da criação da figura do “comerciante rural”, que vai exercer
a função de intermediário neste processo de troca de bens.
O JE soube que em 2015 realizou algumas compras directas a produtores nacionais que rondam a um milhão de dólares, enquanto em 2016 as compras chegaram a 1,6 milhões de dólares. O Entreposto importa produtos do Brasil, Tailândia, Vietname, China, Estados Unidos da América, Portugal, Bélgica, Turquia e Ucrânia, África do Sul, Namíbia e Espanha.

Membros do Conselho
Integram o novo Conselho de Administração do Entreposto Aduaneiro de Angola (EAA), nomeado pelo Presidente da República, Ludgério de Jesus Florentino Pelinganga (presidente), entre administradores executivos e não executivos, Mariana da Luz Silva Santos, Bráulio Dias dos Santos Caetano de Brito, Fernando Silveiro Pegado Sobrinho, e Alice Paula dos Santos Neves.

TAAG e SAa assinam acordo comercial de partilha

As Linhas Aéreas de Angola (TAAG) e a South African Airways (SAA) rubricaram esta semana, um acordo comercial de partilha de código (Codeshare) a vigorar a partir de 15 de Janeiro de 2018.
O acordo vai permitir que os respectivos clientes possam desfrutar de uma melhor conectividade entre Luanda e Joanesburgo, incluindo a compra de bilhetes de passagem.
Uma nota a que o JE teve acesso explica que no âmbito deste acordo, a SAA irá colocar o seu código de voo nos serviços de Joanesburgo e Cape Town operados pela TAAG, enquanto a transportadora aérea angolana, apenas nas próximas semanas, colocará o seu código de voo nos serviços da South African Airways de Harare, Lusaka e Hong Kong.
Os serviços de codeshare nas rotas Johannesburg e Cape Town para Luanda e vice-versa estão já disponíveis para a venda desde o dia 10 de Janeiro de 2018.
O JE apurou que, desde a entrada em vigor do acordo de supressão de vistos entre África do Sul e Angola, iniciado em Dezembro do ano passado, verifica-se uma movimentação frenética de passageiros. A TAAG tem voos para África do Sul três vezes por semana.
Voos para Cabinda
Por outro lado, no âmbito do cumprimento do decreto presidencial, no que tange à redução das tarifas de passagem área na rota Luanda/Cabinda/Luanda, a TAAG anuncia que, a partir de amanhã, dia 13 de Janeiro de 2018, a tarifa dos bilhetes de passagem aérea na rota Luanda/Cabinda/Luanda em classe económica passa a custar 27.000 kwanzas (contra 39.328) e na classe executiva a 72.035.
As tarifas das restantes rotas estarão sujeitas à flutuação cambial. A TAAG opera com 20 frequências semanais, 3 voos diários, excepto aos domingos com dois.