O valor do cartão de ovos passou de mil e 400, para dois mil 250 kwanzas em menos de um mês, em vários estabelecimentos comerciais, que de pequeno, médio e grande porte, no município do Cuito, segundo constatou a nossa reportagem durante a ronda feita por ocasião da quadra festiva. O JE no Bié visitou o estabelecimentos comerciais da zona urbana e notou que a subida espontânea do ovo, que anteriormente custava mil e 400 kwanzas, teve um aumento de mais de quase 48 por cento. Hoje ma ovo custa 100 kwanzas, contra os anteriores 50. Os vendedores justificaram a nossa reportagem que a maior parte dos ovos comercializados, nos últimos meses, são provenientes de Luanda e por causa da escassez deste produto básico e importante da cesta básica nos aviários local, teve consequências nos mercados. Nas principais zonas comerciais da periferia e da zona urbana, se verificou uma ligeira diferença de preços do ovo nos estabelecimentos comerciais. O cartão de 24 ovos nos supermercados, está mais caro em relação aos estabelecimentos comerciais de média dimensão a nível no Cuito. Por exemplo, Paula Francisco, de 39 anos, que vende ovos e outros produtos básicos há mais de cinco anos, na zona urbana do Cuito, explicou que “há dois meses que está difícil comercializar ovos pela fraca produção dos aviários locais”, explicou. Já Mário Nfuakenda, de 40 anos, outro vendedor, explicou que “sempre que se aproxima o final do ano, dois ou três meses antes os ovos começam a escassear no mercado”, lembrou.

Presença do Inadec
O Chefe dos Serviços Provinciais do Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (INADEC), no Bié, Alfredo Capitango, sublinhou que a maior parte dos estabelecimentos comerciais existentes no Bié, são geridos por estrangeiros e muitos não dominam as regras.
Em relação à subida de preço de alguns produtos, Alfredo Capitango, salientou que a instituição está atenta ao controlo de facturas.
O responsável explicou ainda que, o controlo da alteração dos preços nos estabelecimentos comerciais não é da responsabilidade do Inadec, mas sim, função dos órgãos da fiscalização do ministério do Comércio”, declarou, dando a entender que a instituição que dirige no Bié não tem a função de intervenção nas actividades comerciais locais.