O Sistema Nacional de Formação Profissional deve ser capaz de preparar quadros com habilidades competentes para ajudar a diversificar a economia nacional, defendeu, no Lubango, Huíla, o ministro de Estado do Desenvolvimento Económico e Social. Manuel Nunes Júnior, defendeu esta posição na cerimónia de abertura oficial do ciclo formativo de formação profissional 2018, realizado no, centro de formação profissional “Estrela da Huíla”, localizado no bairro do Tchioco, arredores do Lubango. O ministro explicou o modelo dual de formação, que combina com a componente académica e profissional e que deve ser incentivo para promover o auto-emprego e emprego em todo o país. Disse que o Executivo está apostado também na materialização do programa de modernização dos centros de emprego e formação profissional de modo a monitorar e acompanhar o mercado de emprego no domínio da procura e da oferta. Manuel Nunes Júnior disse que o desafio do sistema é o aumento da oferta formativa do sistema nacional de formação profissional em particular nas zonas rurais e periurbanas do país, reestruturar o centro nacional de formação de formadores com vista a capacitação permanente e qualificada. “É crucial que o país conte com um sistema de formação profissional adequadamente estruturado e organizado e formadores qualificados”, disse argumentando que “só deste modo é possível garantir a qualidade do subsistema de formação profissional e aumentar os níveis de empregabilidade, rendimento familiar e sobretudo da produtividade das empresas”. Manuel Nunes Júnior apontou também como desafio, a revisão da carreira do formador no sentido de ser mais atractiva e dignificante, implementar o sistema de certificação que permita aos cidadãos detentores de competências e habilidades profissionais comprovadas a obter a carteira profissional. Informou que o Executivo pretende também implementar o programa de simplificação do licenciamento dos centros de formação profissional,registo e apoio aos centros de formação profissional privados, submeter à provação da legislação para o financiamento de políticas activas de emprego nos termos da lei de base de protecção social. “A formação profissional deve atender os anseios dos jovens e ser dirigida prioritariamente ao sector primário da economia, atendendo que o país dispõe de grande extensão de terras aráveis e recursos hídricos e minerais consideráveis com grande potencial para gerar renda para as famílias e riqueza para o país”, frisou, realçando o potencial da província da Huíla. Defendeu o alargamento da formação profissional no domínio das artes e ofícios aos grupos mais vulneráveis, sobretudo, aos cidadãos que tiveram poucas oportunidades de frequentar em tempo oportuno o ensino geral e encontram dificuldades em desenvolver actividades geradoras de rendimento. “Estes cidadãos que em regra geral, engrossam o efectivo de desempregados, estão sujeitos a exclusão social e são potenciais criadores de situação de instabilidade social em muitas regiões do país”, alertou.

Estatísticas formativas
O ciclo formativo de 2018 conta com 55.287 estudantes nas mais de 149 especialidades que compõem a grelha de cursos do Sistema Nacional de Formação Profissional.
Sublinhou que do número de formandos 25.287 estão inseridos nos centros públicos e 30 mil nos privados ao nível do país. O centro do Lubango conta este ano com mais de 400 estudantes. Os cursos de informática, mecânica, culinária, corte e costura, decoração, construção civil, electricidade auto e civil são entre outros os mais procurados por milhares de estudantes.
O ministro de Estado do Desenvolvimento Económico e Social disse que o número de estudantes no sistema de formação profissional é ainda insuficiente daí a aposta para aumentar a oferta nos centros públicos, como também de parcerias
com o sector privado.
“Contaremos com mais de 1.239 formadores que vão assegurar a formação nos 142 centros tutelados pelo Instituto Nacional de Emprego e Formação Profissional. Os números acima mencionados dizem respeito somente aos centros de formação públicos”, disse.
Manuel Nunes Júnior sublinhou que no sistema nacional de formação profissional existe um vasto espaço para o estabelecimento de parcerias com vantagens mútuas, traduzidas essencialmente na qualificação do capital humano de empresas, bem como na
melhoria da oferta formativa.

Núcleo fundamental
O ministro de Estado disse que a juventude constitui o núcleo fundamental da mão-de-obra do país. Apelou no sentido de apostarem na segmentação da formação profissional como fundamental e segura para um futuro próspero, no desenvolvimento deste.
“Só com determinação, disciplina, empenho e visão empreendedoras é possível obter bons resultados. Não se esqueça nunca de que a grande diferença entre os países desenvolvidos e os em desenvolvimento reside nos desníveis em termos de conhecimento”, alertou.
O ministro de estado disse que temos de trabalhar para tirar vantagens do stock mundial de conhecimentos produzidos no resto do mundo para que possamos trabalhar em actividades de desenvolvimento de tecnologia de ponta no país.
Apelou à sensibilidade das empresas a contribuírem para a formação de referências e currículos formativos, bem como na cedência de postos de trabalho para os estágios profissionais.
O ministro do Estado do Desenvolvimento Económico e Social reinaugurou o edifício do Instituto Nacional de Segurança Social, lançou o programa de apoio aos centros privados de formação profissional, presidiu a cerimónia de entrega de micro crédito aos Empreendedores formados no Centro Local de Empreendedorismo e Serviços (CLESE).

Fuga à segurança social
Muitas empresas nacionais fogem ao pagamento das contribuições à segurança social afirmou o ministro da Administração Pública, Trabalho e Segurança Social.
Jesus Maiato informou que 10 por cento das 120 mil registadas se furtam a pagar as contribuições para pensões de reforma dos trabalhadores no INSS.
O valor em dívida é desconhecido porque está ainda a ser apurado.