As dificuldades de acesso, aliada à falta de investimentos privados, por conta da degradação das vias de acesso, estão a condicionar o desenvolvimento e exploração de vários pontos turísticos da província de Malanje, como o habitat da Palanca Negra Gigante, no município de Cangandala.
A apreciação foi feita ontem à Angop pelo director do Gabinete Provincial da Cultura, Turismo, Juventude e Desportos, Fernandes Cristóvão, no termo da visita de técnicos dos Ministérios do Turismo, Ambiente e Ordenamento do Território efectuada ao “Santuário da Palanca Negra Gigante” e aos “Rápidos do Rio Cuanza”, ambos pontos de atracção localizados em Cangandala.
Por esse facto, realçou, existe a problemática do acesso acrescida na necessidade de buscas de soluções para massificar o turismo, tendo em conta os inúmeros encantos que a província detém, mas que se encontram “inacessíveis” devido a degradação de várias vias.
Destacou que em alguns casos correm-se riscos para chegar ao destino, como por exemplo fazer a travessia, de canoa sobre o rio Cuanza, para atingir a Ilha Ngola Kiluanje Kiassamba, igualmente no município de Cangandala.
Realçou que essa situação dificulta também a catalogação e recolha de dados necessários para a elaboração dos mapas, roteiros e guias turísticos da província, daí a necessidade de se remeter a preocupação a nível central no sentido de se encontrar soluções imediatas.
A missão conjunta dos técnicos do Ministério do Turismo, iniciou terça-feira e visa proceder o levantamento dos principais pontos turísticos de Malanje, a serem inseridos nos mapas e roteiros turísticos do país. A jornada termina sexta-feira com visitas as Pedras Negras de Pungo-Andongo e outros pontos, como a Companhia de Bio-combustíveis Biocom e a barragem de Laúca, no município de Cacuso.