Angola vai aproveitar o workshop sobre a Estratégia Marítima Nacional, subordinado ao tema “Formulação de uma Estratégia Marítima Nacional” para elaborar e implementar a sua política neste segmento, em termos de processo, estrutura, recursos e resultados, que sejam mais “consentâneas” com os interesses, as oportunidades e o papel regional.
Esta posição foi defendida ontem, pelo secretário de Estado da Cooperação e das Comunidades Angolanas, Domingos Vieira Lopes, na abertura do evento, que decorre até hoje, 16, no auditório na Faculdade de Direito da Universidade Agostinho Neto, em Luanda, numa parceria do Executivo angolano e União Europeia, tendo na ocasião, destacado que o evento será, também, uma oportunidade para se “ultrapassar” a sobreposição de autoridade e de jurisdições entre vários Ministérios e agências governamentais responsáveis pelo domínio marítimo.
O governante revelou que, com esta estratégia será possível adoptar princípios de governação do Estado definidos e aceites pelas partes.

Importância capital
Domingos Vieira Lopes sublinhou que a economia de muitos países africanos está dependente do mar, incluindo o tráfico comercial, exploração petrolífera, pesca e o turismo, numa altura em que 39 dos 55 países são ribeirinhos ou Estados insulares, razão pela qual o comércio internacional por via marítima ou fluvial desempenha um papel crucial em muitas economias.
“Mais de 90 por cento das importações e exportações entre as nações africanas são feitas por via marítima, uma percentagem que tende a crescer, pelo que qualquer situação de instabilidade no domínio marítimo afecta estas actividades geradoras de renda e reforça a percepção de insegurança geral em África”, frisou.
Por existir esta relação entre a segurança marítima e o desenvolvimento nacional, sublinhou o secretário de Estado da Cooperação e das Comunidades Angolanas, os países africanos estão a envidar esforços para um maior conhecimento e controlo do seu espaço marítimo, criando estratégia integradas.