Isaque Lourenço

O Banco Nacional de Angola (BNA) apresenta em conferência internacional, entre os dias 2 e 3 de Setembro, na cidade de São Paulo, Brasil, o seu modelo de gestão das estratégias em tempos de crise, segundo uma nota chegada a nossa redacção.

Fruto da sua experiência bem sucedida com a aplicação do programa Balanced Scorecard (BSC), o BNA, que acumula das anteriores participações uma notável presença ao certame, vai a margem deste transmitir a sua experiência de definição e aplicação de politicas de gestão do mercado financeiro, sobretudo, desde a adopção desde novo modelo de gestão e de avaliação do desempenho.

Solicitado a comentar o facto, o director do Gabinete de Desenvolvimento Organizacional do BNA, Jorge Leão Peres, que irá representar o banco central angolano no certame, disse que a instituição adoptou o sistema de gestão da estratégia conhecido como Balanced Scorecard (BSC) com o desafio de possibilitar o cumprimento de sua missão institucional: de assegurar o valor da moeda nacional e zelar pela solidez do sistema financeiro. O referido modelo, segundo ele, visa ainda ajudar a instituição a alinhar os constantes desafios económicos do país com iniciativas e acções, que devidamente medidos por indicadores e metas, garantam um crescimento sustentável do banco e da economia angolana.

Leão Peres lembra que no Brasil, o banco vai apresentar a sua experiência de gestão, sobretudo neste período de crise mundial, sobretudo no que diz respeito à gestão das reservas internacionais, da inflação cambial e orientação das instituições que operam e influenciam o sistema financeiro.

“Face à actual conjuntura mundial, a organização elegeu a gestão da crise como tema de discussão para este ano e será sobretudo esta experiência de como vivemos a crise que vamos levar à conferência”, disse.

Em busca da excelência

O economista faz questão de recordar que desde a sua criação em 1976 o BNA sempre procurou tornar cada vez mais credível e autêntico o processo financeiro do país. Daí que, com a implementação do BSC a sua instituição se propôs uma vez mais em tornar-se numa referência nacional e internacional, através da excelência na garantia do funcionamento do sistema financeiro angolano, constituindo-se esta na visão principal de futuro do banco em relação ao mercado interno e externo.

Face a esta realidade e no quadro actual de instabilidade mundial, Leão Peres advoga que ao banco se impõe a rigorosa observância das metas iniciais e futuras, com vista a garantir estabilidade ao preço e respectiva solidez ao sistema.

Ele defende ainda que será esta visão de futuro que permitirá ao banco equacionar meios, técnicas e métodos para conjugar os seus interesses com a sua missão.

Visão e lucro

Leão Peres disse também que, no caso do Banco Central, a visão institucional se afasta um pouco da perseguição do lucro, porquanto, vez há em que mais vale uma actividade produtiva melhor conseguida, como a da manutenção da estabilidade monetária e cambial, ao invés do lucro como ganho resultante da actividade. Daí, dizer não ter dúvidas de o BNA, enquanto órgão regulador do sistema financeiro e principal nas políticas macroeconómicas do Estado, ter experimentado ao longo destes anos a adaptação das suas funções a novas realidades.

Conforme disse, o BNA depois de ter se implantado pelo país todo na pós-independência, e com a abertura da economia de mercado na década de 90 e consequentemente de bancos comerciais, começou a implantar um novo plano de gestão e exploração. “Passamos a ter novas responsabilidades: a de garantir funcionalidade e controlo ao sistema financeiro”, afirma.

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