A partir deste ano, o Executivo angolano, através do Ministério da Energia e Águas, prevê investir, cinco mil milhões de dólares norte-americanos na construção e reconstrução de infra-estruturas do sub-sector das águas.
O valor será aplicado na construção de 18 sistemas de água em sede provinciais, 156 nas sedes municipais e outros a serem erguidos nas zonas rurais, informou, recentemente, em Brasília (Brasil), o ministro da Energia e Águas, João Baptista Borges.
Além dos investimentos em infra-estruturas, o sector também está a empreender iniciativas no domínio institucional, desde a criação de empresas do subsector das águas, formação de quadros e descentralização dos serviços.
A descentralização dos serviços, segundo o governante, faz parte de um conjunto de orientações da actual governação, que visa garantir que as zonas rurais tenham capacidade técnica, para que, por si, prestem um serviço e garantam que os investimentos feitos pelo Executivo exerça o seu papel.
A política tarifaria e de preços são algumas das medidas a adoptar, uma estratégia que prevê conduzir aos objectivos pretendidos, que passa pela universalização do serviço de acesso à água e saneamento básico.
Em Janeiro de 2017, foi aprovado pelo Governo angolano o Plano Nacional da Água (PNA), um documento que define as linhas mestras da estratégia de gestão dos recursos hídricos até 2040.
Com base na inventariação dos recursos hídricos nacionais, o plano estabelece as principais prioridades no uso da água, traçando acções que concorrem para a prossecução dos objectivos definidos nos diversos domínios do recurso hídrico.

Acesso a água
Cerca de 60 por cento da população em Angola, estimada em mais de 25 milhões de habitantes, tem acesso à água potável, avançou, o ministro da Energia e Água, João Baptista Borges. Segundo o governante, a principal preocupação do Executivo é aumentar a taxa de acesso nas zonas urbanas, que deverá atingir 85 por cento, nos próximos cinco anos.
Para população das zonas rurais, a meta é atingir uma taxa de 80 por cento, segundo o ministro.
A distribuição de água potável à população continua a constituir uma das principais prioridades do Executivo, para os próximos anos.