O Estado angolano pretende retomar o modelo de gestão da Zona Económica Especial Luanda/Bengo (ZEELB), de acordo com o que está definido na Lei da sua criação, afirmou, na passada quarta-feira, em Luanda, o ministro da Economia e Planeamento, Pedro Luís da Fonseca..
O governante, que falava numa sessão de apresentação da ZEELB ao Presidente da República, João Lourenço, referiu que a ida do Executivo à zona económica visou avaliar as vantagens de se circunscrever a dinamização da ZEE à actual parte já infra-estruturada.
Disse que a estabilidade macroeconómica é uma pré condição essencial para o crescimento económico pelo seu reflexo nas decisões de financiamento e de investimento das empresas.
Com a zona económica em pleno funcionamento, disse que o governo apostará no fomento de actividades orientadas para produção de bens que satisfaçam as necessidades básicas da população, utilizem tecnologias, mão-de-obra intensiva e geradora de emprego.

Conquista do mercado
Segundo o ministro, esta estratégia permitirá potenciar as vantagens competitivas de Angola, levando a produção nacional a conquistar progressivamente novos mercados, promovendo a substituição das importações e contribuindo para a diversificação da estrutura da economia e das exportações e também para a redução do défice da balança comercial de Angola.
Referiu que a criação de pólos de desenvolvimento industrial é uma das medidas que podem ser consideradas, podendo igualmente serem vistos como exemplo frutífero de parcerias publicas /privadas.

Funcionamento em pleno
Vinte e duas unidades industriais das 26 existentes na Zeelb estão a funcionar em pleno com 1.366 trabalhadores, anunciou o seu presidente, António Lemos.
É constituída por 21 reservas fundiárias, das quais sete industriais, seis agrícolas e oito mineiras, estas encontram-se dispersas pelas províncias de Luanda, municípios de Viana, Cacuaco, Luanda, Icolo e Bengo, Dande, Ambriz e Nanbuangongo.
A principal reserva onde o Estado investiu é a de Viana que possui 8.424 hectares, correspondente a 98 lotes. Neste momento foram infra-estrutrados cerca de 421 hectares, estando 243 hectares em fase de infra-estruturação.

Sonangol rentabiliza investimentos
Por sua vez, os investimentos feitos pela Sonangol na Zeelb estão a ser rentabilizados, afirmou, o presidente do Conselho de Administração da empresa, Carlos Saturnino.
Em declarações à imprensa, o gestor da Sonangol disse que neste momento existe uma nova dinâmica de trabalho.
Disse que os ministérios da Economia e Planeamento e das Finanças estão a tomar decisões para dinamizar este processo via privatização.
Durante a visita a ZEE, o Presidente da República visitou as empresas “Mangotal”, “Colchões Ninho Flex”, “Mecametal”, “Medvida”, “Inducabos”, “Galvanang”, “Mtbt”, “Inducarpin” e “Indupackage”, onde constatou o seu grau de funcionamento.