O Executivo angolano prevê, nos próximos três anos, converter todas as centrais térmicas a gasóleo para gás, no quadro das estratégias de consumo desta fonte energética produzida pela Angola LNG.
O projecto já está em curso e é coordenado pelo Ministério da Energia e Águas, com o suporte dos departamentos Ministeriais de Recursos Mineiras e Petróleos (Mrempet).
O mesmo teve início na maior central do ciclo combinado do Soyo e noutra de cerca de 22 megawatts, junto ao projecto Angola LNG.
Segundo o presidente do Conselho de Administração da Agência Nacional de Petróleo, Gás e Biocombústiveis (ANPG), Paulino Jerónimo, que avançou o facto sexta-feira, o projecto vai abranger, numa primeira fase, toda faixa litoral do país.
O gestor explicou, durante a 2ª Edição do Fórum de Negócios da Câmara de Comércio América-Angola (Amcham), que o projecto foi coordenado até uma determinada altura pelo actual PCA da ANPG, sublinhando, por outro lado, que posteriormente deverá seguir para o interior.
A iniciativa é suportada com 125 milhões de pés cúbicos de gás que Angola tem direito, de forma grátis, do projecto Angola LNG, de acordo com Paulino Jerónimo.
O gás, acrescentou, é utilizado principalmente para a geração de energia na Central do Ciclo Combinado do Soyo.