Com o objectivo de reduzir os altos custos de produção, o Executivo angolano está a trabalhar para a aprovação da estratégia de implementação do “crédito fiscal” aos combustíveis para agricultura.
A informação foi avançada na passada terça-feira, em Luanda, pelo Ministro da Agricultura e Florestas, Marcos Nhunga, tendo considerado que a medida terá benefícios imediatos.
Enumerou a diminuição da tributação dos insumos das empresas, contribuindo para garantir melhor resultado económico, estímulo a produtividade e investimento.
O ministro que falava durante a abertura do seminário dedicado à “Expansão da Rede Comercial Rural de proximidade”, acrescentou que o Executivo angolano aprovou medidas que visam o aumento da oferta dos factores de produção.
Neste particular o destaque recai para a estratégia do aumento da oferta de sementes melhoradas de alta produtividade, aumento de fertilizantes e correctivos, bem como outros insumos agrícolas.

Perspectivas
Face a estes investimentos perspectiva-se durante a campanha agrícola 2018-2019, uma produção de cereais estimada em 3.128.432 toneladas, leguminosas 802.202, tubérculos 11.130.449, hortícolas 1.937.852, e frutas 4.102.343.
Para a correcção da acidez do solo está calculada numa abrangência de 30 mil hectares, e a preparação de 5.038.971 para sementeira.
Serão recrutados 380 técnicos superiores e médios para garantir a produtividade.
Na presente campanha 2017/2018, o sector projectou colher dois milhões e 500 toneladas de cereais e 11 milhões de raízes e tubérculos.
Por outro lado, Marcos Nhunga anunciou que está em elaboração e discussão, a estratégia relacionada com o Fundo Rotativo
(caixas comunitárias).
A medida que visa garantir o empoderamento das comunidades rurais, assegurando as condições para a realização do processo produtivo, através do fornecimento regular de insumos e da captação de recursos provenientes da sua comercialização.
Esta medida vai, também, contribuir para a redução da vulnerabilidade, da fome, pobreza e do êxodo rural, dando sustentabilidade aos recursos financeiros colocados à disposição da agricultura familiar.

Estratégia de comercialização
O Ministério da Agricultura e Florestas está a trabalhar para a criação de um mecanismo de comercialização do milho e do feijão, para que os resultados da colheita sejam altos e valorizem o produtor nacional.
O titular do pelouro mostrou-se insatisfeito pelo facto dos agricultores venderem o milho ao preço que varia entre os 25 e 35 kwanzas o quilo, contra os 80 a 110 kz/kg, valores considerados normais para a comercialização no mercado formal.
Numa altura que se aproxima o mês de Setembro, que marca o início do novo ano agrícola, o ministro Marcos Nhunga considera que será um momento para a incorporação de novas famílias camponesas no processo, aumento das áreas de correcção de solos, mais disponibilidade de sementes melhoradas.
Será igualmente incrementada a mecanização agrícola, melhorar o aumento do movimento cooperativo, maior eficiência no processo de facilitação do acesso ao crédito agrícola.