As receitas brutas resultantes da venda de diamantes atingiram em 10 biliões, 288 milhões 087 mil e 717 kwanzas, arrecadados em quatro meses do ano em curso.
Este ano, de acordo com o relatório do departamento da Auditoria Fiscal da Direcção da Tributação Especial do Ministério das Finanças, nos meses de Janeiro e Março não houve pagamentos de receitas diamantífera.
No período em balanço (quatro meses do ano), foram vendidos cinco milhões, 268 mil e 725 quilates ao preço médio de 126,65 dólares norte-americanos.
O valor mais alto foi registado no mês de Junho, com a arrecadação de três biliões, 88 milhões, 551 mil e 885 kwanzas, com a venda de um milhão, 564 mil e 853 quilates, ao preço médio de 129, 42 dólares norte-americanos.
Em 2017, foram arrecadados 1,1 bilião de dólares norte-americanos, com a produção no país de 9,4 milhões de quilates.
O valor resultou da venda de diamantes a um preço médio de 113 dólares por quilate.
Pelo menos 90 por cento da exploração de diamantes do país é industrial e a restante de origem artesanal.
Do total da produção do ano em análise, a Sociedade Mineira de Catoca (SMC) é a que mais contribuiu, com 89,22 por cento do total, tendo em conta que, à excepção da SMC, todas estavam em situação de prejuízo.
A maior parte desta produção (70 por cento) foi vendida aos Emirados Árabes Unidos, Hong Kong, Bélgica e Suíça.
Desde o mês de Junho do ano em curso que o país tem um novo programa para as empresas de comercialização de diamantes.
O programa constitui o pilar da nova política de comercialização adoptada por Angola, além de incluir as áreas de prospecção e exploração de diamantes.
O anterior programa baseava-se, essencialmente, em clientes preferenciais, em que um grupo restrito de empresas tinha o direito da compra de toda produção diamantífera do país
Com esta nova política, assegura o relatório, o sector prevê um leque maior de empresas a comprar a produção, acima de tudo, cujo processo de venda será liderado pelas próprias empresas produtoras, sob observância do órgão público de comercialização de Diamantes a Sodiam.
A nova política incentiva mais investimentos na produção e permitirá também que interessados possam investir no país, além de vir a possibilitar a realização de leilões de pedras especiais.
A Sodiam, empresa Pública de comercialização, está a regular a interacção entre as empresas de produção e compradoras.
Aliás, há toda a necessidade de se ter um controlo de como tem sido feita a comercialização e temos também de ter em conta os procedimentos a cumprir do Processo Kimberly, sustenta ainda o relatório.