A penas 200 empresas, das 330 que exploraram madeira em 2017, podem ser licenciadas este ano, em todo o país, pelo Ministério da Agricultura e Florestas.
Apovíncia do Moxico não regista neste momento qualquer indício de exploração ilegal de madeira, afirmou o secretário de Estado para as Florestas, André Moda, quando falava no término de uma visita de constatação à região.
Em declarações à imprensa, o governante disse não ter constatado nenhum caso de corte ilegal de madeira durante a sua deslocação às áreas de maior exploração a nível da província mais ao Leste do país.
Para o secretário de Estado, nesta fase ocorre apenas o processo de recolha da madeira da campanha anterior, que por razões óbvias, ainda se encontrava nas áreas de exploração.

Visita de constatação
André Moda que se deslocou ao Moxico a convite do governo provincial, percorreu as localidades do Lucusse, Cassamba, Léua, Cangumbe e Muangai, a fim de certificar algumas denúncias feitas e que dão conta da existência de corte ilegal de madeira na província.
“Esta é a primeira fase de verificação, vamos continuar a trabalhar no sentido de fiscalizar a região”, disse André Moda, que afirmou ter vindo ao Moxico, a pedido do governador, para constatar a denúncia da devastação da floresta.
Por outro lado, afirmou que na província do Moxico, nenhuma empresa ainda está autorizada a fazer a exploração de corte de madeira, por isso, assegurou que não existe de momento motivo de maior preocupação.
Além de avaliar o estado actual das zonas de exploração, o secretário de Estado para as Florestas, reuniu ainda com os membros do governo local e madeireiros, para analisar o grau de cumprimento das recomendações sobre a exploração e transportação da madeira.

Controlo
A estratégia do Ministério da Agricultura e Florestas é de que a partir de agora, as concessões florestais sejam atribuídas às empresas requerentes que dão provas de capacidade técnica para execução dos projectos de reflorestamento.
Para o “Ano florestal”, o Ministério da Agricultura e Florestas, através do Decreto Executivo 277/18 interdita o abate de algumas espécies, como o Pau-Rosa e Mussive, sendo que o outro Decreto 278/18 estabelece as quotas.
Para este ano, a quota é de cerca de 288 mil metros cúbicos, para a exploração de madeira em todo o país, quando no ano passado a quota foi de 280 mil metros cúbicos, um aumento de oito mil metros cúbicos.
Em 2017 foram licenciadas cerca de 330 empresas e para este ano menos de 200 podem ganhar esse benefício, em função das medidas que o sector está a tomar, no sentido de avaliar as actividades e a capacidade financeira das empresas.
As florestas em Angola ocupam uma área de 69.382.687 de hectares, representando 55.60 por cento da superfície total do país, e não 53 milhões de hectares como se pensava, que correspondia a 43,3%.
Um documento do Ministério da Agricultura e Florestas, a que o JE teve acesso, revela que as províncias do Moxico e Cuando Cubango são as que têm maior cobertura florestal no país, estando a primeira com 17.451 milhões de hectares e a outra com 15.526. O Namibe e Benguela vêm a seguir, com a primeira a ter 579 mil hectares e a segunda 628.