O ministro do Comércio, Joffre Van-Dúnem Júnior, afirmou a necessidade de haver maior atenção ao sector produtivo para que o país possa aproveitar as oportunidades de integração regional e continental actual.
Joffre Van-Dúnem fez esta declaração na abertura da Feira de Mobiliário, que decorre na cidade da China, onde sublinhou, igualmente, que a industrialização do país é uma das prioridades do Governo, razão pela qual o sector tem de estar voltado para a criação de produtos feitos com matéria-prima existente no país, como é o caso da madeira. “Neste sector, temos matéria-prima necessária, suficiente e com qualidade”, declarou.
O ministro do Comércio também defendeu a criação de uma plataforma para que os operadores da madeira encontrem uma solução para o escoamento e exportação do produto.
Joffre Van-Dúnem disse acreditar que a plataforma vai resultar na criação de mais oportunidades de negócio para jovens empresários e acentuou, que a feira é um caminho em direcção à necessidade de Angola passar de importador para
produtor em grande escala.
O ministro do Comércio elogiou a Hua Dragão pela iniciativa de criar uma feira dedicada à produção de mobiliário e defendeu que mais investidores sigam o exemplo da empresa chinesa, organizando feiras de diferentes produtos feitos com matéria-prima nacional.
Angola está a criar, com estas e outras oportunidades de negócio, empreendedores nacionais e estrangeiros que tenham um mercado de 300 milhões de habitantes a nível da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC) e um outro de mais de um bilião a nível do continente.
Por isso, o ministro do Comércio, alerta os investidores a não pensarem “que a produção em Angola seja apenas para os cerca de 28 milhões de habitantes, mas sim para este horizonte, que abre um impacto continental enorme”.

Maior contributo
O ministro do Comércio encorajou os empreendedores a apostarem, cada vez mais, na industrialização das suas actividades, com vista a darem um maior contributo ao desenvolvimento do país.
O titular da pasta adiantou que, desta forma, os investidores nacionais e estrangeiros estariam em melhores condições de assegurar o fomento do emprego e criar uma economia sustentável.
A Cidade da China, aberta desde 2017, dispõe de uma área comercial, com 16 naves, que albergam mais de 400 lojas, onde são vendidos produtos diversos, entre mobiliário, material de construção e decoração, brindes para festas, artigos para o lar, acessórios de viaturas,