A Comunidade de Empresas Exportadoras e Internacionalizadas de Angola-CEEIA pretende para este ano conquistar novos mercados fora do país e aumentar o número de empresas membros como sinónimo da diversificação.

Segundo o relatório da agremiação a que o JE teve acesso, para este ano, a CEEIA deverá ainda elaborar vários estudos para identificar as limitações existentes às exportações de forma a criar soluções de apoio a empresas já exportadoras ou que pretendem internacionalizar-se.
Segundo Agostinho Kapaia, presidente da CEEIA, é com muito orgulho que a associação olha para os resultados deste primeiro ano de existência. Por isso, vão aumentar a credibilidade das empresas nacionais, passando, assim, uma imagem bastante positiva para
o mercado internacional.

“Por isso, vamos continuar a trabalhar para contribuirmos para o crescimento de exportações e para mais internacionalizações em 2015, quer através de consultorias, formação e informação dos membros, quer através do estabelecimento de novas parcerias de cooperação com mais países dos vários continentes,” sustentou.

Agostinho Kapaia acredita que as exportações de produtos nacionais tendem a crescer com o desenvolvimento de novos negócios e com o aumento da produção nacional.

A CEEIA também continuará empenhada em desenvolver novas relações comerciais com os países da SADC, Palop e da CPLP no sentido de contribuir para o crescimento e a dinamização da economia nacional, bem como apoiar os empresários nacionais na internacionalização dos seus negócios, refere Agostinho Kapaia.

Existente há um ano no mercado, a CEEIA marcou 2014 pelo seu contributo na dinamização da economia angolana.

O responsável afirma que a CEEIA tem funcionado como um elemento catalisador que vem trazer valor às empresas, criando sinergias, alargando a rede de contactos, concedendo consultoria, formação e informação acerca do mercado internacional, prestando apoio na desburocratização de alguns processos de modo a gerar mais negócios para os seus membros.

As empresas dos sectores das bebidas, refrigerantes, café e da madeira foram os que maiores exportações realizaram para a Europa e Ásia em 2014, segundo consta no relatório.

Fóruns
A CEEIA marcou o primeiro semestre de 2014 com a sua presença em fóruns e conferências internacionais, onde estabeleceu vários protocolos de cooperação com entidades de apoio às empresas exportadoras com relações comerciais em Angola.

A intenção, segundo o relatório do grupo, é levar além-fronteiras o rótulo ‘Feito em Angola’ para que os bens produzidos em Angola sejam reconhecidos no exterior.

A CEEIA esteve presente no fórum económico de negócios Angola–Itália que decorreu em Turim, permitindo desenvolver negócios entre empresas de ambos os países bem como a partilha de “know-how”.

Marcou ainda presença na conferência sobre a internacionalização das economias, em Lisboa, onde participaram alguns países da CPLP, tendo sido integrada na confederação empresarial da comunidade.

Balanço
O ano de 2014 foi bastante proveitoso para a CEEIA, na medida em que teve a responsabilidade de levar a cabo os objectivos estipulados pelo Executivo angolano para a dinamização da economia nacional.

As empresas membros da CEEIA exportam maioritariamente para a Europa, África, Ásia e América do Sul.

As exportações dos sectores não petrolíferos apresentam uma tendência crescente de concentração nos dois principais parceiros comerciais; os Emirados Árabes Unidos e Suíça.

Além disso, a exportação de bens por parte das empresas angolanas apresenta alguns entraves, pelo que o Executivo está a introduzir um conjunto de iniciativascom vista a mitigá-los.

Um dos propósitos da CEEIA passa pelo incentivo às exportações através da prestação de apoio às empresas e sobretudo alertar para a necessidade do desenvolvimento de infra-estruturas que permitem o aparecimento e o crescimento de novos sectores de actividade não petrolífera.

“O petróleo pode e deve ser utilizado, enquanto elemento para desenvolver outras estruturas capazes de responder às necessidades do empresariado nacional que pretende investir noutras áreas de negócio”.