O administrador do grupo Silvestre Tulumba, Severiano Kapose, explicou ao JE que a unidade industrial vai produzir leite com ou sem sabores, iogurtes sólidos, leite em pó, condensado, manteiga e queijo.
A unidade industrial, esclareceu o responsável, está a ser implementada numa área com extensão de 75 hectares, na zona industrial da Figueira, comuna da Arimba, município do Lubango.
A fábrica, adiantou, vai ter capacidade para processar anualmente 40 mil toneladas de leite, 23 mil de iogurtes sólidos e 1.700 toneladas de lacticínios diversos (queijo, manteiga e outros).
Severiano Kapose informou que o projecto vai contribuir para a melhoria da oferta de produtos lácteos no país e diversificação da economia nacional, com impactos positivos na redução das importações e na balança de pagamentos do país.
“É um projecto estratégico para o desenvolvimento do sector industrial do país e os impactos resultantes da sua implementação são consideráveis, com realce para o emprego”, disse.
Severiano Kapose disse que, com a implementação do projecto que começa a funcionar em 2018, a empresa vai criar 378 novos
postos de trabalho directos.
“Estamos certos que o projecto vai proporcionar também benefícios directos para as comunidades locais e contribuirá para melhoria dos níveis de educação, qualificação profissional, empreendedorismo, melhoria das infra-estruturas básicas e serviços ligados a actividade do projecto”, disse.

Utip

Já o director da Unidade Técnica para o Investimento Público (UTIP), Norberto Garcia, reconheceu que do ponto de vista económico, o projecto vai contribuir para o aumento da capacidade de produção interna, posicionando-se como uma plataforma viável para a distribuição de produtos nacionais, incentivando desta forma, a produção industrial do país.
Norberto Garcia disse que os níveis de produção previstos para o projecto, atendendo os actuais níveis de consumo, poderão cobrir pelo menos 30 por cento das necessidades de produtos lácteos no país.
“O projecto vai de encontro com a nova política de investimento privado e responde a vários objectivos identificados no Plano Nacional de Desenvolvimento (PND) 2013-2017, ao garantir o alcance dos objectivos traçados”, disse.
Como objectivos principais, referiu, o fomento da produção nacional, a promoção do emprego e qualificação da mão-de-obra nacional, propiciar o abastecimento eficaz do mercado interno e substituição das importações.
Explicou que em sede de contrato de investimento celebrado entre a Utip e a S. Tulumba Investimentos e Participações, e visando a implementação exitosa do investimento, o seu órgão, na qualidade de representante do Estado, vai prestar o apoio institucional necessário através de mecanismos de apoio e acompanhamento em articulação com os demais órgãos do Estado intervenientes em matéria do investimento privado.

Benefícios

Por seu turno, o vice-governador provincial da Huíla para o sector Económico, Sérgio da Cunha Velho, disse que a instalação da indústria é uma prova inequívoca da participação do empresariado nacional no programa de combate à fome e à pobreza.
O governante indicou que a província da Huíla dispõe de um potencial enorme no sector pecuário e os derivados podem ser aproveitados pela fábrica para o processamento de manteiga, queijo e leite.
Por isso, assegurou que a Huíla é uma das províncias de Angola cujo potencial é observável em quase toda a extensão que compreende o seu território, no concernente a indústrias transformadoras e de materiais de construção, exploração de rochas ornamentais, calcários, caulinos inertes, água mineral e uma variadíssima gama de ocorrências de metais ferrosos, não ferrosos, gemas (pedras preciosas e semi-preciosas).
Reconheceu que a instalação da fábrica permite o surgimento de mais um contribuinte de vulto, para aquilatar as receitas do Estado, de modo a canalizar para fins sociais, tais como a construção de escolas, hospitais, pontes e outros, em benefício da população.
O governante disse que foi com grande satisfação que o governo local tomou conhecimento do projecto cujas assinaturas e a implementação no Lubango testemunhada, com benefício positivo.
“É uma grande valência para a província e vai repercutir-se na balança comercial, ao invés de passarmos a importar a 100 por cento, vamos passar a importar esta gama de produtos num percentual mais baixo e criar uma série de postos de trabalho e levar melhorias à mesa dos mesmos trabalhadores”, reconheceu.