SOLANGE DA SILVA

A empresa Auto Deolinda, voltada ao Comércio Geral e Manufactura de Alumínios, prevê alcançar este ano um volume de negócios na ordem de USD 2, 6 milhões, o dobro de 2008, que ficou à volta de USD 1,3 milhões. Nada mal para um negócio que funciona no quintal de uma casa, num dos bairros mais populosos de Luanda, o Cazenga.

A empresa iniciou a sua actividade em 1996 e partiu do sonho de um grupo de pequenos empreendedores. O primeiro investimento foi de apenas USD mil para cada uma das quinze pessoas que rosolveram iniciar o projecto. O grupo começou a investir em maquinaria e importava equipamentos pouco a pouco. Finalmente, três anos depois, em 1999, a fábrica entrou em funcionamento.

Dez anos depois, os negócios deram muitos frutos, como se pode constatar a partir dos números da fábrica.

Segundo o administrador da fábrica, Alfredo Bento, os negócios serão elevados em função da produção e comercialização, sobretudo de panelas, facto que permitiu a facturação no primeiro semestre deste ano de mais de USD 700 mil. No período de Setembro a Dezembro, é a época em que se regista maior número de solicitações, devido às festas que são realizadas frequentemente na capital do país.

Produção diária

Neste momento, a unidade fabril da empresa, localizada no município do Cazenga, produz por dia, cerca de duas mil unidades de materiais diversos, desde panelas, formas de bolos e pudins, fervidores, frigideiras, travessas, cafeteiras, canecas de alumínio e bacias, dentre outros produtos.

“A nossa perspectiva é que este ano, a facturação venha crescer mais que a do ano passado, acompanhado sempre o ritmo do incremento da produção de matérias-primas no país”, disse Alfredo Bento.

O empresário angolano afirmou que no início da década havia necessidade de se criar uma fábrica de panelas devido à ausência de utensílios de cozinha em Luanda. “No princípio havia muita dificuldade em conseguir a matéria-prima, mas agora, através da abertura do comércio, há mais facilidades”, disse, para quem, actualmente consegue-se parte da matéria-prima a nível local, como os parafusos e as peças que servem de auxílio. Ele disse que, em função das necessidades do mercado, ainda há muita importação porque o alumínio vem do Dubai, nos Emiratos Árabes Unidos. Apesar desses gastos, a firma mantém o anseio de elevar este ano o seu volume de produtividade para o dobro da produção actual.

Para tal, a empresa vai solidificar a posição no mercado para reduzir a importação de produtos pelo menos em 40% ou 50 %, melhorar a rentabilidade da empresa para fazer face à concorrência, e deslocalização industrial, melhorar a produtividade, optimizando os processos e meios produtivos e aumentar os padrões de qualidade.

Comemoração de resultados

Para o administrador, 10 anos depois do início da produção, a fábrica comemora os seus resultados de maneira positiva, e já há a preocupação de expandir os seus produtos em mais províncias. Neste momento, está em fase de implantação uma filial na província de Malanje com uma capacidade de produção maior que a de Luanda.

Instalada numa área de 7 mil metros quadrados, quatro das quais adstritas à área de produção, a fábrica funciona desde 1996 e com início de produção em 1999. Para tornar possível o empreendimento, a empresa conta com mais de 28 trabalhadores nacionais distribuídos em diferentes áreas que compõem a firma. Os preços dos produtos variam consoante os tamanhos ou números, estando entre Kwanzas 150 a 8.000