Muitos empresários e empreendedores fracassam por falta de  foco e têm problemas de base, no que toca à gestão do dinheiro em posse, segundo o especialista em educação financeira, Lourenço Kibonda. O responsável que falava à margem da primeira edição da feira cidade do empreendedor, indicou que a gestão do capital tem a ver essencialmente com comportamentos como a falta de cultura de poupança e um orçamento funcional. “Vários são os empreendedores que confundem finanças pessoais com a da empresa, o que torna o negócio não rentável”, acrescentando que a contracção de dívidas é outro constrangimento no que diz respeito à gestão dos negócios. Para Lourenço Kibonda o endividamento não constitiu um problema, mas quando não faz crescer o património é um risco. Sublinhou que pequenas empresas podem fazer grandes negócios e pequenos hábitos geram bons resultados. “Um negócio pode ser iniciado com o dinheiro pessoal ou emprestado, mas a criatividade na gestão é que vai definir o sucesso do negócio”, avançou o responsável. Afirmou ser um erro as pessoas solicitarem o dinheiro aos bancos comerciais e só depois decidirem o que fazer. Disse que o empreendedor em primeira instância deve idealizar através de uma perspectiva.

Ambiente de negócios
Por seu turno, o empreendedor, Bruno Pegado, aponta que a solução para alguns problemas nos negócios passa pela criação de um ambiente empresarial saudável, valorizando a produção interna e a moeda local. “É possível inciarmos um bom negócio com cinco ou dez milhões de kwanzas desde que haja vontade e coragem”, disse. Realçou ainda que há muita criatividade por parte dos jovens angolanos mas a falta de apoio não é o grande desafio. Referiu que a sua empresa lançou um novo projecto denominado “Gira Angola” que visa a promoção da empregabilidade e de novos empreendedores através de pequenos negócios. O director-geral do Grupo Pegado Motors referiu que o programa consiste num kit de soluções de transporte logístico que vai auxiliar a locomoção de pessoas e bens em todo o território nacional, com destaque para o escoamento da produção interna para as grandes cidades.