Centenas de toneladas de abacaxi e ananás apodrecem nos campos cultivados na Lunda-Sul, por escassez de oportunidades de venda e falta de investimentos para instalação de pequenas fábricas destinadas ao processamento do excedente e incentivar os produtores.
O empresário Armindo Moreira, disse que de Janeiro a Outubro “ só em abacaxi as colheitas na sua fazenda ficam acima de 100 toneladas.
Acrescentou que na época normal, de Outubro a Maio as cifras duplicam, com tendência a triplicar. A alegria pela correspondência da natureza ao esforço humano morre, porque o produto fica sem saída numa urbe que conta com a presença apenas da Shoprite, Nosso Super, duas superfícies comerciais de referência.As diligências feitas na busca de alternativas para dar destino ao produto, fracassa pelo facto de os gestores das grandes superfícies comerciais optarem por produtos de outras regiões mesmo sendo de “baixa qualidade. Ilustrou por exemplo, que o abacaxi local chega a pesarmais de quatro quilogramas.O fraco rendimento obtido todos os anos, sobretudo da venda de ananás, “nunca precipitou na minha mente a ideia de abandonar os cerca de 300 hectares, equivalentes a igual número de campos de futebol que cultiva, numa área com mais de 1.000 metros de terra.