A 1ª edição da feira de peixe que encerrou na passada sexta-feira, no município do Luacano, província do Moxico, teve um volume de negócio acima de 13 milhões de kwanzas. Foram comercializadas cerca de 14 mil toneladas de peixe entre bagre, quele, dembe, missoji, sengue e o famoso caqueia, números que superam as expectativas da organização.
O vice-governador do Moxico para o sector Político, Económico e Social, Carlos Alberto Masseca, que testemunhou o acto mostrou-se satisfeito com o nível de organização e das potencialidades que a região possui em termos de pesca continental, tendo sublinhado que o aumento dos níveis de captura pode contribuir na renda familiar.
“Temos de agregar valores em todos os trabalhos que são feitos pelos pescadores, para que o produto chegue noutras províncias, e no futuro pensarmos na possibilidade de exportarmos para fora das nossas fronteiras”, augurou.

Mais investimentos
Carlos Alberto Masseca defendeu mais investimentos na área das pescas no sentido de potenciar as cooperativas de pescadores a aumentar o volume de negócios para atrair os empresários locais e estrangeiros.
O vice-governador destacou a qualidade do produto e garantiu que o governo da província vai estabelecer contacto junto do Instituto Nacional da Pesca Artesanal para que os pescadores beneficiem de um suporte técnico e financeiro, através da banca nacional.
“A intenção é fazer com que o município do Luacano seja um centro de exploração de pesca artesanal a nível nacional, quer pelas suas condições naturais que apresenta, ou criando condições para produção de peixe no âmbito da aquicultura”, disse.
Reconheceu a dedicação dos pescadores e incentivou-os a produzir mais, pois segundo realçou, o programa de desenvolvimento local de combate à pobreza, visa potenciar a actividade em termos de estruturas organizacionais afim de transformar as cooperativas de pescadores em média e pequenas empresas.
“De forma organizada acredito que pode beneficiar de serviços bancários de acordo com as linhas de crédito que o Governo tem criado”, revelou.

Potencialidades
Além da pesca, o município é potencial para a produção de arroz, mel, mandioca, banana, milho, batata, e outros produtos agrícolas que podem ajudar na redução da fome e da pobreza na região.
Esta localidade possui um dos segundos maiores lagos do continente africano, o também conhecido como lago Dilolo. Por isso sublinhou, a região tem fortes potencialidades naturais para desenvolver o turismo.
“Depois de agregarmos valores a estes elementos, temos o comboio do Caminho-de-ferro de Benguela (CFB) que pode ser uma via importante para transportarmos mercadorias e turistas que pretende conhecer a realidade do município”, salientou.
O administrador municipal do Luacano, Rodrigues Chipango ao fazer o balanço da actividade, considerou de positivo por notar grande envolvimento dos comerciantes vindo das províncias do Bié, Lunda Sul e Norte.
O administrador municipal lamentou o mau estado das vias que têm impossibilitado o escoamento de grandes quantidades de peixe, a partir das zonas de captura.
O expositor João Tchicomba, manifestou o seu apreço por ter vendido todo peixe e disse que, iniciativas do género devem continuar, para facilitar e contribuir para o rendimento das populações da região.
Luacano tem uma população estimada em cerca de 20.755 habitantes, segundo os dados Censo de 2014.