A Ferrangol está a realizar desde o ano passado actividades de pesquisa e prospecção de ouro nas localidades de Ngandavila e Samboto, na província do Huambo.
O facto foi dado a conhecer, pelo administrador-delegado da Ferrangol Prospecção e Produção, João Chimuco, à margem do encerramento das jornadas científicas, em alusão ao trabalhador mineiro, que decorreu de 15 a 27 deste mês.
Falando à imprensa disse que, os trabalhos iniciados em Junho de 2018, visam determinar o tipo de recursos minerais disponíveis nestas duas localidades para posterior exploração.
Sem entrar em detalhes sobre o investimento nesta fase, João Chimuco afirmou que os incidentes de apropriação ilegal dos espaços em estudo e o garimpo (exploração ilegal), em 2108, condicionaram, em grande parte, a conclusão da pesquisa, além de terem alterado o valor empregue para a realização do projecto.
“Foi uma situação muito difícil, mas felizmente, depois da intervenção dos órgãos de defesa e segurança as coisas ficaram mais calmas, permitindo deste modo, que a prospecção e a sondagem da zona a explorar tivesse alguma estabilidade”, enfatizou o responsável.
Além de Ngandavila, na comuna da Calima, 68 quilómetros da cidade do Huambo, e na comuna do Samboto, no município da Chicala-Cholohanga, a Ferrangol está também presente numa parceria, com a empresa australiana Pesana, no projecto de prospecção e exploração de um metal raro, denominado “terras raras”, no município do Longonjo, onde foi identificada uma reserva de aproximadamente, 23 bilhões de toneladas do minério.
As II jornadas técnicas e científicas do Ministério dos Recursos Minerais e Petróleo debateram questões que têm a ver com a progressão das actividades de prospecção de “terras raras” no Longonjo, a segurança e saúde na mineração do ouro.