O cabo de fibra óptica da Angola Telecom está a ser constantemente vandalizado nos municípios do Lubango, Caluquembe, Cacula, o que tem causado vários constrangimentos na utilização dos serviços proporcionados pela rede, disse o director local daquela empresa, Lino Inocêncio.
Lino Inocêncio disse que a vandalização da infra-estrutura tem sido constante, o que preocupa a direcção da Angola Telecom na Huíla.
“O esforço feito é muito grande para termos boa capacidade de internet em banda larga, principalmente na cidade do Lubango”, indicou.
Para o Lubango, utiliza-se fibra óptica ao contrário de satélites. Acrescentou que a fibra é um cabo que qualquer um com uma catana pode ir e cortar. “É o que temos estado a verificar e com frequência na província”, disse.
“Já tivemos dois cortes no bairro João de Almeida, outro à zona do Toco, comuna do Hoque, no Lubango”, indicou, acrescentando que o apelo é para que a população veja os benefícios que podem ter com o serviço, porque na recuperação fazem-se fusões para se voltar a ter os serviços.
“A Angola Telecom tem redundância. Corta-se de um lado e o sinal passa para outro.
Mas a paralisação do serviço de uma ligação desta acarreta vários constrangimentos, porque diversas instituições ficam afectadas.
“Apesar de serem desconhecidas as motivações das pessoas que vandalizam os cabos, presume-se que as pessoas cortam os cabos para usarem nas actividades com o gado, porque não levam o troço todo.
Eventualmente, o cidadão corta, mas ao notar ser algo diferente do que precisa desiste”, explicou.
Defendeu que a Angola Telecom tem estado a trabalhar com o Comando Provincial da Polícia Nacional na Huíla para identificar e responsabilizar os autores desses prejuízos.