A direcção da Feira Internacional de Luanda (FIL), manifestou, neste domingo, em Luanda, a intenção de transformar as feiras que se realizam no recinto da FILDA em zonas francas para possibilitar a venda principalmente de produtos dos expositores estrangeiros com dificuldade de levá-los ao seu país após encerramento do evento.

Falando a imprensa, na feira do mobiliário, decoração e têxteis – lar, o administrador da empresa FIL - organizadora de feiras

e gestora do espaço da Filda, Matos Cardoso , disse acreditar que deste modo os expositores deixariam seus bens no recinto da Feira para serem vendidos, tratando-se depois da transferência dos meios financeiros, aos respectivos países, desde que o Banco Nacional de Angola (BNA) autorizasse.

Para materializar essa pretensão, segundo o gestor, estão a trabalhar com as Alfândegas a fim de apresentarem uma proposta

ao Governo angolano sobre a transformação das feiras em zona franca.

O administrador argumentou ainda que assim as feiras teriam participação de mais países e os expositores estrangeiros viriam com mais frequência aos eventos do género.

Por outro lado, justificou que a presença maioritária de expositores portugueses nas feiras tem a ver com a proximidade histórica e

também pelo facto de estes conhecerem melhor o mercado angolano, contrariamente aos outros que ainda encontram muitas dificuldade de inserção, uma vez que não conhecem o mercado angolano e teriam inúmeras dificuldades em transportar e armazenar seus bens após o término do certame.

Matos Cardoso afirma mesmo que se essa intenção for materializada tornará as feiras mais eficazes naquilo que é o objectivo da FIL, a busca de qualidade.